É um barco ou uma bicicleta? Para o iraniano naturalizado holandês,Ebrahim Hemmatnia, a pequena embarcação de 6 metros de comprimento que eleprojetou para dar a volta ao mundo pode ser também uma bicicleta, ou melhor, umquadriciclo. Pedalando no seu “boatbiker”, esse aventureiro, que sonha um diaviver num mundo sem fronteiras, planejou uma Viagem de 4 anos, em quepercorreria 35.000 km na água e 15.000 km em terra. A última parada no Brasil foi na cidade de Itararé, em Espírito Santo.

Ebrahim é engenheiro especialista em sistemas de informação geográficae um belo dia resolveu vender os seus principais bens, inclusive a sua casa,para embarcar nessa estranha aventura de viajar sozinho pelo mundo num“barco-bicicleta”.

O ponto de partida foi Dakar, no Senegal, onde começou porcruzar o Atlântico, no dia 23 de novembro de 2014, em direção a Santa Maria, naColômbia. De lá, ele seguiria por terra até Lima, no Peru, e entraria no mar denovo, desta vez no Oceano Pacífico, com destino ao Taiti e outros pontos doglobo. Contudo, algo saiu do seu controle.

No dia 29 de janeiro, após um pedido de socorro via rádio, ele foilocalizado por uma aeronave da Força Aérea Brasileira a mil quilômetros dacosta norte de Natal, no Rio Grande do Norte, sendo depois resgatado por um Navio-Patrulha da Marinhado Brasil.

O seu barco tinha sofrido um ataque de tubarões e estava à derivacom o leme e a hélice danificados.

Assim, de forma inesperada, o Brasil entrou no seu roteiro de viagem e,pelas manifestações de felicidade que se pode visualizar no seu Facebook, oacidente com os tubarões acabou se transformando num feliz acontecimento. Agorana pele de ciclista, em todos os cantos por onde vem pedalando o seu“brinquedo”, ele recebe o imenso carinho dos brasileiros.

Nesses três mesesdesde que chegou ao nordeste do Brasil, já concedeu inúmeras entrevistas paracanais de televisão e não se cansa de dar palestras em universidades e colégios.

O seu novo itinerário de viagem mantém a cidade de Lima como um dos destinos,mas inclui uma passagem pelo Rio de Janeiro antes de sair do territórionacional, sempre por terra. Enquanto não chega à cidade maravilhosa, vai conhecendo outroslugares interessantes.

Em Espirito Santo, visitou a Escola Municipal deEnsino Fundamental Ceciliano Abel de Almeida, na cidade de Itararé, e conversouanimadamente com os alunos sobre todos os pormenores que envolvem tamanhaaventura. Ninguém ficou indiferente às histórias que Hemmatnia tinha paracontar. Antes de se despedir, ele encorajou os ouvintes a não desistir dos seussonhos, mesmo que pareça loucura aos olhos do mundo.

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