A vitória veio, mas não foi suficiente para que o Botafogo pudesse eliminar o jogo de volta contra a equipe do Capivariano. Um placar magro para uma partida igualmente abaixo daquilo que o time de René Simões (que optou por ficar no Rio) demonstrou até agora na temporada. O 2 a 1 com gols de Sassá e Daniel Carvalho foi o melhor que a noite reservou para os torcedores alvinegros.

Mas nem tudo foram pontos negativos nesta quarta feira. Cada um dos atletas que esteve em campo demonstrou um brio, vontade e disposição que merecem aplausos, muitos deles inclusive. A sinergia entre time e comissão técnica têm sido, até aqui, um combustível interessante que tem feito um time limitado (o que não quer dizer ruim) superar seus limites físicos e técnicos.

Outro ponto positivo, acompanhado de muitas interrogações: René parece estar ganhando opções interessantes para o restante da temporada, como já era esperado, e um dos motivos pelos quais o técnico botafoguense optou por esta formação "alternativa" (palavra da moda atualmente). Com a suspensão de Jobson muitos torcedores ficaram apreensivos; perderam o jogador de velocidade e ousadia que teve um entrosamento elogiável com Bill. Pois bem, Sassá, não se sabe se com o mesmo brilho, pode ser este homem.

Ontem, enquanto teve fôlego (ponto a ser trabalhado), o jovem teve um papel importante no jogo dando opção tanto centralizado quanto pelos lados do campo. Tanta dedicação não merecia prêmio diferente do gol que abriu o placar. Quem deu números finais à partida também merece menções honrosas.

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Daniel Carvalho, apesar de fora de ritmo, compensou com muita qualidade técnica comprovadas por seus poucos toques na bola. Continuando no mesmo ritmo é possível vislumbrar que ele seja um jogador chave no esquema de jogo pensado para a Série B.

A zaga foi bem, os volantes foram uma grata surpresa pela forma como atuaram, dando alternativas para a saída de bola. Para quem disser que isso não é nada, frente a uma equipe como o Capivariano, que quase acabou rebaixado, uma lembrança: ano passado, contra times iguais ou piores que o do interior paulista, o Botafogo penou para vencer, isso quando não perdeu partidas inimagináveis. Por isso, e só por isso, qualquer evolução, avanço e lampejo de bom Futebol deve ser festejado.

Observações feitas é a hora de "virar a chave", no jargão futebolístico. Pensar no Vasco da Gama deve ser o mantra de todos os jogadores e comissão técnica do Botafogo, afinal a vantagem agora está do lado de São Januário. Treinar e se preparar; é o que resta.