Em meio ao trabalho burocrático que exerce comandando uma construtora em Porto Alegre, o ex-centroavante Christian relembra os tempos de bola que o levaram a morar em mais de seis países em quase 20 anos de carreira. Aos 35, pendurou as chuteiras depois de não suportar mais as dores no joelho quando defendia o São Caetano. Hoje, aos 40, além do trabalho na construção civil, Christian também presta consultoria para clubes do exterior interessados em jogadores brasileiros.

Não perca as atualizações mais recentes Siga o Canal Futebol

Surgido na década de 90 no Internacional, onde foi o grande ídolo de uma geração carente de títulos e que via o maior rival empilhar taças, Christian também esteve no Grêmio no início dos anos 2000.

Mas, segundo ele, só há espaço para um arrependimento em sua longa trajetória nos gramados: ter saído do Corinthians em 2007 para voltar ao clube do coração, que vivia uma grande ressaca após a conquista mundial no ano anterior e padecia nas mãos do novato técnico Alexandre Gallo.

"Foi um grande erro de avaliação que cometi. Eu ainda tive uma oportunidade de voltar ao Corinthians em 2008, mas aí a Portuguesa não permitiu. No Inter, não cheguei a ter uma briga com Gallo. Até acho ele um treinador competente. O grupo não vinha bem. Acabei externando coisas que pensava. Depois que ele saiu, veio o Abel e me trouxe de volta ao grupo. Tinha um ano restante de contrato, mas quis sair e fui para a Lusa", relembrou Christian.

Antes de acertar com o Inter naquele início de 2007, o ex-centroavante era um dos artilheiros do Paulistão, com cinco gols e cinco jogos pelo Corinthians.

Os melhores vídeos do dia

No entanto, o contrato de risco que tinha com o clube paulista, que dependeria do seu desempenho para uma eventual renovação, não foi suficiente para evitar que aceitasse uma proposta estável de dois anos vinda do Inter.

"Coloquei a situação para o Leão (Emerson Leão, então treinador do Corinthians). Ele disse para eu seguir meu coração, mas falou que queria que eu ficasse. Vários jogadores estavam saindo, como o Roger, Amoroso, Gustavo Nery. Acabei optando pela segurança". 

Sobre o futuro, ele diz que quer seguir agenciando e indicando atletas para clubes de fora, e descartou se aventurar como treinador: "Não dá, já tenho muita coisa para fazer", despistou.