Para Rodrigo Oliveira, repórter da Rádio Gaúcha e setorista do Inter, uma vitória convincente no jogo de ida pela semifinal da Libertadores diante do Tigres, do México, no dia 15 de julho no Beira-Rio, é condição obrigatória para que o clube gaúcho possa manter vivo o sonho do tri continental. Os reforços do time mexicano não empolgam Oliveira. Segundo ele, haverá muito pouco de preparação para que os novos jogadores se incorporem totalmente ao elenco.

Em entrevista exclusiva à Blasting News Brasil, o jornalista opinou sobre o confronto, admitiu a força do Tigres em seu campo e elogiou o elenco colorado.

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Confira na íntegra as opiniões de Rodrigo Oliveira:

Blasting News Brasil: Diferente das fases anteriores, quando o Beira-Rio foi fundamental para o Inter passar por Atlético e Santa Fé, dessa vez o Inter decidirá longe de casa, no México.

O quanto isso pode influenciar no resultado?

Rodrigo Oliveira: Pode influenciar se o Internacional não fizer um bom resultado em casa. O clube não conviveu ainda com a obrigação de reverter um resultado fora de casa, sempre teve o conforto de resolver em casa. Se por alguma eventualidade, o time empatar ou perder no Beira-Rio, a coisa complica. Uma vitória no jogo de ida, no entanto, deixará o time em total condição de segurar o resultado no México.

BN: No ambiente de vestiário e entre os jogadores do Inter, sente-se um clima de foco total ou um possível excesso de confiança poderá atrapalhar?

RO: Poupar jogadores no Brasileirão dá muitos prejuízos. No entanto, há um benefício muito claro: a ideia de foco total na Libertadores fica evidente. O Inter praticamente mostra que está disposto a abrir mão do nacional para ganhar a América.

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Isso demonstra foco total.

BN: Quais as suas impressões sobre o time do Tigres?

RO: É um time de qualidade, porém inferior a Santa Fé e muito inferior ao Atlético-MG. Além disso, a parada para férias é um claro prejuízo. Em mata-mata as coisas são imprevisíveis, mas o favoritismo do Inter é nítido.

BN: Em 2010, na parada antes da semi, o Inter se reforçou com Renan, Tinga e Sóbis. Esse ano, não trouxe ninguém. Por outro lado, o Tigres trouxe nomes como Gignac, Uche e Damm. Isso pode fazer a diferença?

RO: O Inter não precisava trazer reforços. O grupo atual é muito bom. Já os reforços do Tigres mal tiveram tempo de desembarcar e já terão um jogo decisivo. O Inter em 2010 se reforçou sim. Porém, Renan, Tinga e Sobis não foram imprescindíveis para a conquista. Renan falhou contra o São Paulo e Tinga foi expulso. Eles mais atrapalharam do que ajudaram. Já o Sobis fez gol contra o Chivas na final, mas mesmo sem aquele gol o Inter foi superior. Reforços de última hora não representam muito em uma fase final de Libertadores.