34 segundos. Esse foi o tempo necessário para que a norte-americana Ronda Rousey nocauteasse de forma impressionante e indiscutível a brasileira Bethe “Pitbull” Correia em seu próprio país, na disputa pelo cinturão das pesos-galo do UFC 190, que segue merecidamente com Ronda.

Após a luta, realizada no último sábado, dia 1º, no Rio de Janeiro, os holofotes se voltaram para o MMA feminino e o assunto tomou conta das redes sociais, gerando debates e muita audiência para o Ultimate Fighting Championship, o UFC, organização que promove os princpais eventos de Mixed Martial Arts, o MMA, no mundo.

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Outrora desconhecidas do grande público, as lutadora começam a ver sua popularidade subir e, em alguns casos, como o de Ronda, se igualar à dos lutadores masculinos, antes unanimidades no esporte.

Antes contrário à ideia de mulheres no octógono, o presidente do UFC, Dana White, se mostra agora empolgado com a ascensão delas ao posto que antes era ocupado somente pelos lutadores. Com o brasileiro Anderson Silva em baixa devido ao caso de dopping que o afastou do octógono, White viu em Ronda a possibilidade de continuar galgando audiência e de alcançar um público ainda maior para o UFC.

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Apesar do sucesso de público e mídia que a modalidade feminina vem alcançando, ainda é cedo para dizer se as lutas entre as garotas terão força para continuar concorrendo com as lutas masculinas, grandes chamarizes de audiência.

“Infelizmente, o MMA apenas reflete a maioria dos esportes de combate. Em termo de atrações, o meio masculino ainda é muito mais valorizado do que o feminino. Ronda Rousey é um fenômeno muito por conta disso, ela engloba um desempenho assustador com um carisma muito grande, e essa receita a torna, hoje, a principal atração do UFC”, analisa José Edgar de Matos, especialista em MMA e repórter da ESPN Brasil.

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“O MMA é um esporte muito novo e ainda muito ligado a um meio masculino. A presença de mulheres é nova no UFC, mas a Ronda fez as atletas ganharem um espaço maior dentro do evento e em mídia mesmo. Por ser um esporte muito ligado aos homens, o UFC e os outros eventos acabam direcionando mais a questão do marketing para os lutadores. Somente fenômenos, como a Ronda, são capazes de reverter isso”, completa.

 

O apelo de Ronda e o esperado duelo com Cris Cyborg

Como é de praxe no MMA, a luta foi sendo apimentada semanas antes com declarações polêmicas e provocações.

 Na mais polêmica delas, a brasileira Bethe Correia afirmou que esperava que a norte-americana não tirasse sua própria vida após a derrota. A declaração poderia ter sido apenas uma comum provocação do esporte, não fosse um importante fato: o pai de Ronda Rousey se suicidou quando a lutadora tinha apenas oito anos de idade.

“Ela não é uma pessoa boa de cabeça, precisa se cuidar. Está cheia de gente em volta dela, está vencendo, mas quando cair na real e ver que não é tudo isso, nem sei o que poderá acontecer.

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Espero que ela não se suicide”, disparou Bethe.

Como esperado, a declaração não caiu bem , e Bethe pediu desculpas, afirmando desconhecer o drama da americana. Após a vitória, Ronda mandou um recado para Bethe: “Eu espero que ninguém mais fale de família. Espero que seja a última vez"

Polêmicas à parte, os holofotes do MMA feminino se voltam agora para outra brasileira. Campeã da categoria peso pena (até 65,8 kg), a paranaense Cris Cyborg é considerada a candidata ideal para enfrentar Ronda.

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No entanto, para que a luta aconteça, Cyborg precisará bater o peso limite para a disputa da categoria galo (até 61,2 kg).

Enquanto paira a indefinição sobre a provável luta, aumenta-se a popularidade das lutadoras. Fenômeno de audiência, Ronda Rousey compareceu ao Maracanã no dia seguinte ao embate para conferir o jogo entre Flamengo e Santos. Querida pelo público brasileiro, a norte-americana – que frequentemente participa de projetos de Hollywood – mostra que a força feminina para se tornar um sucesso midiático e uma lenda esportiva no MMA já despontou e, se depender dela, só tende a crescer.

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