A torcida ficou na bronca e mais uma vez o sonho foi adiado: o título do Campeonato Brasileiro não veio. Mas quais foram as razões da queda de rendimento? Nossa equipe tentou elencar alguns dos prováveis motivos. 

1) Descontrole emocional

Diferentemente do elenco de 2013 e 2014, as viradas heróicas não vieram. O time passou a sofrer quando em desvantagem no placar e quase nunca conseguia reagir. Quem não se lembra de jogos como o duelo com o Goiás no Serra Dourada, onde o time entrou como se já tivesse conquistado o campeonato e, com sorte, arrancou um empate, ou contra o próprio campeão, em São Paulo, onde o time dominou, mas não teve controle emocional para finalizar e decidir a partida.

Talvez esse tenha sido o jogo-chave, pois deu ao Corinthians a chance de encostar e, no jogo seguinte, conquistar a liderança. 

2) Desequilíbrio financeiro

Sustentar uma folha salarial como a do Atlético não é tarefa das mais fáceis e a diretoria esteve por diversas vezes entre a cruz e a espada. Não foram raras as notícias de atraso nos pagamentos. Vale citar também o caso de Maicosuel, que vinha atuando bem, inclusive com excelente participação na vitória contra o Inter em Porto Alegre, e teve que ser emprestado para garantir a permanência de outros jogadores.  

3) Arbitragem 

Alguns dizem que sim, outros que não. Nos filiamos à primeira corrente. A arbitragem teve sim um papel preponderante na queda de rendimento do time mineiro, principalmente como foi (interpretações diferentes em lances idênticos) e no momento em que foi (disputa pela liderança).

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Jogos como o do Grêmio em casa (pênalti não marcado), Chapecoense fora (domínio com a mão por Apodi no lance do gol) e o duelo entre os Atléticos no independência - Marcos Rocha expulso e pênalti duvidoso na segunda etapa - interromperam a boa sequência e colocaram em cheque a capacidade do time de se manter na liderança. 

4) Elenco

O vice líder do campeonato tem um bom elenco, mas não o suficiente para ser campeão. Faltam peças de reposição e jogadores que façam a diferença. Não há um lateral-esquerdo para substituir Douglas Santos (talvez isso explique o porquê da defesa ser uma das mais vazadas do campeonato) e um centroavante para substituir Pratto. 

5) Queda de rendimento da equipe 

O Atlético-MG se tornou um time previsível. Não há variação tática e quando há, não funciona. Além disso, jogadores que vinham fazendo um bom primeiro turno, quase desapareceram no segundo, como é o caso de Geovanni Augusto, que diminuiu o número de assistências e passou a perder gols incríveis em momentos cruciais, além de Lucas Pratto, que apesar de ter uma boa participação tática, ficou devendo, e muito, no plano individual, falhando em diversas finalizações, tanto que passou a ser substituído com frequência nos últimos jogos. O jogo contra o São Paulo foi a clara imagem da queda de rendimento. 

Resta para o torcedor o alívio de mais uma Libertadores.