Poucas vezes uma equipe trilhou um caminho tão acidentado em um campeonato como o Flamengo neste Brasileirão. Do início ruim com Vanderlei Luxemburgo ao marasmo com Cristóvão Borges, da arrancada espetacular com Oswaldo de Oliveira e da derrocada com o mesmo Oswaldo, o rubro-negro amarga o 11° lugar com 47 pontos faltando somente quatro jogos para o fim. O meio da tabela incomoda e há no mínimo cinco razoáveis explicações para isso.

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Fator Guerrero

O que era para ser o grande reforço do ano e sinônimo de gols decisivos acompanhados de vitórias virou decepção. O peruano Paolo Guerrero, contratado com status de ídolo junto ao Corinthians e tido desde então como titular incontestável, não vem fazendo boas partidas e já amarga um longo jejum de gols. Apenas o seu começo animou, mas os números gerais dão a exata dimensão do fracasso: 16 jogos e 4 gols.

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Defesa instável

Com 47 gols sofridos em 34 rodadas, a defesa do Flamengo é tida por muitos como a grande vilã da má campanha do time. Walace, César Martins, Samir e Marcelo, todos eles, são alvos de contestações. Para a próxima temporada, a diretoria já estuda novos nomes para o setor e o experiente Juan, atual Inter, deverá ser contratado.

Falta de comprometimento

O episódio do afastamento dos cinco jogadores do chamado "Bonde da Stella" - Paulinho, Pará, Éverton, Marcelo Cirino e Alan Patrick - gerou um tremendo desconforto entre diretoria, comissão técnica e grupo de jogadores, justamente em um momento que a equipe vinha de consecutivas derrotas.

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Futebol Flamengo

Faltou aos cinco atletas o bom senso de evitar festas e confraternizações na fase em que o Flamengo vivia.

Clima de festa contra o Coritiba

Depois de seis vitórias consecutivas e a presença dentro do G4, o Flamengo entrava em campo no Mané Garrincha, em Brasília, no dia 17 de setembro, amparado por 67 mil devotos torcedores prontos para ajudarem a equipe a bater o Coritiba, que frequentava a zona de rebaixamento.

Mas o clima de festa teve efeito contrário e tirou o foco dos jogadores. Com a surpreendente derrota por 2x0, o time se abateu e nunca mais foi o mesmo.

Ausência de convicção

Os números já falam por si. O Flamengo teve três treinadores diferentes em 34 jogos no Brasileirão. Primeiro, Vanderlei Luxemburgo. Depois, Cristóvão Borges. Por fim, e ainda segue, Oswaldo de Oliveira. O retrospecto recente dos principais times a cada ano mostra que aqueles que apostam em um único técnico e em um perfil de jogo levam vantagem.

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Não é o caso do Fla.

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