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Durou pouco a estadia do Chelsea sem treinador. Pouco mais de 48h após a demissão de José Mourinho, os Blues confirmaram neste sábado que, Guus Hiddink será o treinador ''tampão'' (ou provisório, como queiram) até o fim da temporada. O holandês tem bom relacionamento com o magnata russo Roman Abramovich, fato que facilitou o acordo.

Esta será a segunda passagem de Hiddink pelo Chelsea. Em situação semelhante, o treinador assumiu os Blues, em 2009, substituindo Luiz Felipe Scolari. Na oportunidade, o holandês tinha dupla função, já que também treinava a Seleção Russa. Güus comandou o time londrino em 22 jogos, obtendo 16 vitórias, 5 empates e apenas 1 derrota. Números expressivos que renderam uma semifinal de Champions League, o terceiro lugar na Premier League e o título da FA Cup da temporada 2008/09.

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Roman Abramovich não dá ponto sem nó. O russo sabe que o terreno do Chelsea anda bem fragmentado após a passagem de José Mourinho. Mas a real, é que a queda de rendimento assustadora do time nesta temporada, vai muito além de um ''português problemático'', tido como o principal culpado pelo momento dos Blues.

Longe de estar em boa fase e de ser um treinador com os conceitos mais modernos do Futebol (inclusive, podemos dizer que o último grande trabalho de Hiddink foi no próprio Chelsea, em 2009), o holandês chega para organizar e preparar o terreno dos Blues para o próximo e indefinido treinador (Simeone, Conte e Guardiola estão na mira). Será um ''tampão'' mesmo, mas de extrema confiança de Abramovich, sendo ponte inclusive, para apontar possíveis ''laranjas podres'' dentro do elenco.

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O tempo é curto para Hiddink, mas todos em Stamford Brigde têm consciência que, mesmo o Chelsea possuindo um grande elenco, o time dificilmente conseguirá recuperar o que já foi perdido nesta temporada. Uma melhora para o segundo turno é esperada, mas há uma reticência enorme com relação a classificação para as competições europeias e no confronto extremamente complicado contra o PSG na Champions League.

Abramovich não quer ter que se preocupar com um possível risco de rebaixamento, e muito menos entregar um time aos cacos para o próximo treinador. Por isso justifica a contratação provisória do experiente Guus Hiddink, em quem confia a recuperação do destroçado Chelsea.