Há exatos cinco anos, o Inter deixava perplexa a sua imensa torcida ao perder por 2x0 para o desconhecido Mazembe, do Congo, na semifinal do Mundial de Clubes de 2010. Naquele dia 14 de dezembro de 2010, o time gaúcho protagonizou um enorme vexame ao ser o primeiro clube brasileiro a cair na fase de semifinal do novo Mundial de Clubes da Fifa - em 2013, o Atlético-MG repetiu a derrota e também caiu antes da final ante o Raja Casablanca, do Marrocos.

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Logo após vencer a Libertadores na metade de 2010, uma sucessão de erros foi sendo cometida no Internacional a ponto de estourar justamente quando não podia: na semi do Mundial, impedindo a disputa de uma final que poderia render o bicampeonato do mundo ao clube. Abaixo, cinco perguntas e cinco respostas sobre o que levou o Inter a perder de maneira tão surpreendente para o desconhecido Mazembe.

O Inter entrou com um clima de euforia, salto alto e o popular "já ganhou"?

Sim.

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Ficou nítido que houve um claro desmerecimento com relação ao desconhecido rival e o espanto dos jogadores colorados ao tomarem o primeiro gol ilustrou esse quadro. Dias antes de embarcar para Abu Dhabi, local da disputa do Mundial de 2010, os jogadores do Inter participaram do lançamento de um filme contando a conquista da Libertadores daquele ano. No seu discurso, o capitão Bolívar chegou a dizer que tinha certeza que o Inter seria campeão do Mundial.

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O zagueiro Lúcio, campeão com a Inter de Milão no torneio, criticou a postura do jogador colorado após a conquista.

A vitória do Mazembe foi injusta?

Não, os congoleses mereceram vencer os brasileiros. Jogaram, naquele 14 de dezembro, um Futebol mais alegre, envolvente e descompromissado com a necessidade compulsiva de vencer - algo que prejudicou, e muito, o time gaúcho. Apesar de o Inter ter tido no mínimo três chances claras de gol, não dá para ser colocada uma vírgula na vitória do Mazembe.

Prova disso é que no final do jogo os próprios torcedores do Inter presentes no estádio aplaudiram os jogadores do time vitorioso.

Houve erro na preparação colorada?

Sim. Diferentemente de 2006, quando o Inter usou o restante do Brasileirão para se preparar para o Mundial e deu certo, em 2010 o clube não soube usar o nacional da melhor forma já visando o desafio do final do ano em Abu Dhabi. Além disso, o técnico Celso Roth insistiu em um esquema de jogo, o 4-2-3-1, que já não era mais tão eficiente sem duas peças fundamentais que foram vendidas logo após o término da Libertadores: o volante Sandro e o atacante Taison.

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Houve erro na escalação colorada para a partida?

Sim. Já naquele período da temporada, o centroavante Alecsandro não vinha mantendo um bom aproveitamento e o jovem Leandro Damião, que no ano seguinte estouraria no time principal, fazia por merecer mais chances como titular. Contra o Mazembe, Damião entrou já perto do final do jogo e pouco conseguiu contribuir. Além disso, o uso de três volantes (Wilson Matias, Guiñazu e Tinga) se mostrou completamente desnecessário, ainda mais tendo jogadores como Andrezinho e Oscar sentados no banco de reservas.

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O Inter aprendeu com a derrota para o Mazembe?

Não. A derrota poderia fazer com que o time voltasse a pensar de forma humilde e se reconstruir no que diz respeito à gestão de futebol. O que se viu nos anos posteriores foi justamente o inverso. Compra de jogadores caros e badalados sem maiores aspirações esportivas, distanciamento com o torcedor através de preços altos de ingresso e manutenção de uma gestão ultrapassada, que desconsidera a profissionalização na administração do clube. De 2010 para cá, o Inter conquistou cinco Campeonatos Gaúchos e uma Recopa Sul-Americana. É pouco.

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