A Primeira Liga, organizadora da Copa Sul-Minas-Rio, se aproxima de ser um divisor de águas no futebol brasileiro. Primeiro, porque corta o cordão umbilical com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e depois, introduz um novo paradigma no esporte. Afinal, não existe nada mais sensato que os próprios clubes gerirem os seus interesses, principalmente o financeiro.

Apesar desta fórmula apenas engatinhar aqui no Brasil, em outros países este método organizacional já funciona há muito tempo.

Vale lembrar que no Campeonato Inglês, o mais rentável do mundo, os próprios clubes organizam e buscam seus interesses econômicos, sendo a Federação Inglesa de Futebol responsável apenas pelo controle da Seleção da Inglaterra. Esse fato, porém, não exclui a necessidade dos clubes serem associados à FA (Football Association) – correspondente a Federação Inglesa de futebol.

Não se pode esquecer que o momento é bastante propício para esta mudança no futebol brasileiro, muito em conseqüência da corrupção que se alastra na CBF.

Não é de agora que a entidade vem sendo denunciada por negociatas na esfera futebolística, que envolve até mesmo recebimento de propinas em convocações de atletas para atuar na Seleção Brasileira.

Atualmente, a entidade máxima do futebol brasileiro perde a cada dia seus patrocinadores, diferentemente da Primeira Liga, que começou com os olhares desconfiados de muitos, mas com o passar do tempo se fortalece, principalmente no fator econômico.

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Futebol

Uma competição com clubes de maior apelo, como os de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, consequentemente atrai maior público e desta forma, também passa a atrair grandes empresas que querem expor sua marca. Não é por acaso, que na última sexta-feira (5), uma das maiores cervejarias do mundo fechou contrato com a Primeira Liga. E o sucesso do acordo já pôde ser visto no duelo entre Figueirense x Atlético e Grêmio X Coritiba, no último final de semana, quando o novo patrocinador já estampava sua marca nas placas de publicidade à beira do campo.

Apesar do acordo ter sido fechado apenas para a atual edição da Copa Sul-Minas-Rio, nos bastidores a conversa é de que existe grande interesse da cervejaria em ampliar o contrato para futuras competições com chancela da Primeira Liga. Além disso, são esperados novos patrocinadores ainda nesta edição da competição.

Público

Outro fator favorável à Primeira Liga é em relação ao público. Analisando apenas a rodada de estréia da Copa Sul-Minas-Rio, vemos que a presença dos torcedores foram sólidas.

Em relação aos Estaduais, por exemplo, apenas o Campeonato Paulista, disparado o melhor entre os regionais, chegou perto.

Ao todo, compareceram aos estádios em jogos da Primeira Liga, 59.591 torcedores, número superior à rodada de estreia do Paulista, que contabilizou 49.356 pagantes, seguido pelo Campeonato Goiano (31.811), Carioca (19.051), Catarinense (12.103), Baiano (15.200) e Pernambucano (12.377).

Além disso, a Copa Sul-Minas-Rio teve 28% de ocupação dos estádios, perdendo apenas para o Paulistão, que na sua primeira rodada obteve 39%. Vale ressaltar que Avaí e Fluminense não atuaram em suas respectivas cidades na estréia da Copa, o que influencia não só no número de torcedores que vão a campo, mas também na taxa de ocupação.

A título de curiosidade, o Campeonato Mineiro tem 22% de taxa de ocupação de seus estádios, seguido pelo Paranaense com 19% e o Carioca, com apenas 15%.

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