Ainda que a Copa Libertadores da América seja a competição mais cobiçada pelas equipes sul-americanas, o torneio está séculos de distância da organizada e prestigiada UEFA Champions League. Imagine o Barcelona ou o Bayern de Munique tendo que enfrentar além do seu adversário, o rarefeito da altitude? Imagine então, o Real Madrid ou a Juventus disputando uma partida decisiva em um estádio acanhado com o gramado em péssimas condições?

Ou se preferir, tente imaginar o Manchester United ou o PSG sendo recepcionado por bombas e foguetes em pleno gramado e durante a partida o estádio sofrer um apagão?

Na teoria, as duas competições continentais até podem representar o mesmo peso aos clubes e às federações, porém, na prática, temos duas realidades opostas, separadas por um abismo. Mesmo tendo equipes mundialmente conhecidas como Corinthians, São Paulo, Boca Juniors, River Plate, Peñarol, Nacional, Olímpia, entre tantos outros, a Conmebol não parece capaz de conduzir uma competição de maneira organizada e justa.

A começar pela disparidade nas premiações conferidas às equipes participantes. Só pra se ter uma ideia da discrepância de realidades, enquanto o campeão da Libertadores deve receber uma premiação entre U$ 7,3 e U$ 7,7 milhões; na Champions League, uma equipe eliminada na fase de grupos fatura 12 milhões de euros.

Revoltado? Calma que ainda tem mais. Além da premiação aos participantes, a Liga dos Campeões oferece um bônus no valor 1,5 milhão de euros por vitória e 500 mil euros por empate, isto na fase de grupos.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Futebol

Desconsiderando as premiações por vitórias na primeira fase, o campeão da competição terá a receber cerca de 45,5 milhões de euros como trunfo por sua conquista. Entretanto, a equipe campeã que vencer todos as partidas, embolsa nada mais nada menos que a quantia de 239,15 milhões.

Quem acompanha ano pós ano as edições da Copa Libertadores sabe das limitações da Conmebol em organizar a competição, a começar pela participação incoerente das equipes mexicanas por imposição do antigo patrocinador do torneio.

A conivência da entidade com situações meramente de interesse comercial põe em cheque sua credibilidade e prestígio.

Outro fator bastante questionado principalmente por equipes brasileiras, argentinas e uruguaias é a condição de submeter seus jogadores a situações quase que antiesportivas, como é caso dos jogos realizados em cidades com altitudes superiores a 2.800 metros acima do nível do mar. Este cenário é corriqueiro nas cidades bolivianas de Sucre (2.800 m), La Paz (3.640 m), Oruro (3.706 m) e Potosí (3.975 m).

Mas além da Bolívia, os adversários ainda podem se deparar com estádios em locais de ar rarefeito em Quito, no Equador (2.850 m); em Bogotá, na Colômbia (2.640 m); e em Cusco, no Peru (3.310 m).

A má organização da competição ainda passa pela falta de segurança nos estádios e pela impunidade da Conmebol perante tantos casos de agressões, invasões e até de racismo. Nem dentro das quatro linhas a entidade consegue se impor exigindo um mínimo de qualidade para as equipes anfitriãs.

É comum os times se submeterem a gramados esburacados, sem a menor condição de realizar uma partida internacional.

Não que a UEFA seja a entidade perfeita e mais honesta do planeta, muito pelo contrário, pois lá também existem suas denúncias e investigações por corrupção. Mas na contramão do que vimos aqui, temos uma competição de alto nível, tanto técnico como organizacional, onde as coisas funcionam e as regras são cumpridas sem benevolência. Enquanto a Copa Libertadores caminha a passos de tartaruga, a Champions League voa de vento em poupa e segue como o segundo evento de Futebol mais assistido do planeta, somente atrás da Copa do Mundo.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo