O Comitê Olímpico Internacional anunciou nesta terça-feira, dia 15 de março, que realizará a contraprova de centenas de coletas realizadas durante as disputas dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e de Londres, quatro anos mais tarde. O intuito é verificar, através de novos mecanismos antidoping, se atletas conseguiram burlar as normas das agências reguladoras e desta forma melhoraram seu rendimento.

A expectativa do COI e da Agência Mundial Antidoping (WADA) é que os resultados surjam nas próximas semanas ou meses, mas impreterivelmente antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, com início no dia 5 de agosto. Caso apareçam exames que testem positivo desta vez, mesmo depois de tanto tempo, os responsáveis serão punidos e impedidos e competir no Brasil.

"O objetivo do programa (de realizar novos exames) é evitar que atletas que trapacearam em Londres ou Pequim, e se safaram porque não tínhamos métodos de análise tão avançados quanto os que temos agora, compitam no Rio de Janeiro", afirmou à imprensa o diretor médico do COI, Richard Budgett, em um evento específico para abordar a questão do controle antidoping, realizado em Lausanne, na Suíça.

Força-Tarefa

O principal alvo do Comitê Olímpico Internacional diz respeito ao alto rendimento do atletismo russo e do Quênia. A Rússia está suspensa depois de que foi descoberto um esquema de fraude envolvendo atletas, treinadores e dirigentes, além de laboratórios, para fraudar testes. Caso a nação europeia e o Quênia não cumpram com as novas regras impostas pelo COI e a WADA, provavelmente os dois países ficarão de fora da Rio 2016.

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Curiosidades Tênis

Além do atletismo, o mundo esportivo foi abalado na última semana com a declaração da tenista russa Maria Sharapova. A ex-número 1 do mundo veio a público para confessar que testou positivo para a substância meldonium, droga que entrou na lista da WADA no dia primeiro de janeiro, já que traria ganho de rendimento. A tenista está provisoriamente suspensa, mas não foi julgada. A força-tarefa da WADA e o COI, prometem que os Jogos Olímpicos sejam disputados sem atletas dopados.

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