Em seu terceiro jogo pela Libertadores da América de 2016, o Grêmio teve atuação abaixo do esperado e, após mexidas do técnico Roger que não funcionaram, ficou no 1 a 1 com o San Lorenzo na noite desta quarta-feira (9), em Porto Alegre. Dificuldades defensivas voltaram a aparecer, especialmente no primeiro tempo. Na frente, muitos problemas, que passaram por atuações apagadas de Douglas e Giuliano.

Mal com eles, pior sem eles.

Em uma cobrança de falta bem colocada, mas fraca, Fred contou com falha do goleiro Torrico e abriu o placar para o Grêmio. Ainda no primeiro tempo, o próprio Fred foi vencido pelo centroavante do San Lorenzo, Cauteruccio, que empatou de cabeça após cobrança de falta. A falta, aliás, nasceu de uma marcação afobada do volante Edinho.

Defensivamente, o Grêmio voltou a ter problemas na proteção aos laterais.

Wesley pela direita e Marcelo Oliveira pela esquerda tiveram dificuldades para conter os avançados laterais do time argentino. A má atuação técnica de Giuliano prejudicou Wesley. Sem contar com auxílio do meia, o lateral não conseguiu ocupar os espaços do lado do campo sozinho. Maicon, que também o auxiliou em outros jogos, dessa vez esteve mais centralizado e preocupado em armar o time. Ainda no setor defensivo, Geromel fez mais uma partida brilhante.

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Fred foi bem, seguro, embora tenha sido vencido por quem deveria marcar no gol do San Lorenzo.

Do meio para a frente, a marcação dos argentinos superou o toque de bola do Grêmio. Com as linhas próximas, o San Lorenzo ocupou todos os espaços, e o Grêmio não teve velocidade no toque nem brilho individual - com exceção de alguns raros momentos de Everton ou de Luan - para superar os defensores argentinos.

Giuliano e Douglas estiveram mal, o primeiro com muitos erros técnicos, o segundo sem conseguir encontrar espaço. Marcelo Oliveira pouco subiu, atuando quase como um terceiro zagueiro. Wesley acertou apenas uma subida, quando tabelou com Luan e sofreu a falta que gerou o gol do Grêmio. Maicon iniciou quase todas as jogadas do time, enquanto Edinho procurava abrir espaço para o companheiro com movimentação.

O Grêmio foi para o segundo tempo com duas opções para tentar vencer o bloqueio argentino: a) tocar a bola com mais velocidade, acelerar as transições, avançar os laterais e mudar de lado de ataque rapidamente; ou b) ir para o abafa. No início do segundo tempo, tentou a primeira alternativa. Mas não teve paciência para persistir e optou pelo abafa. Embora Fernandinho tenha entrado bem no lugar de Giuliano, as entradas de Bobô e Henrique Almeida.

com as saídas de Douglas e Luan, deixaram o time com um enorme buraco entre a defesa e o ataque. Maicon e Edinho ficaram sozinhos e perdidos no meio, os laterais ainda mais expostos. O Grêmio deixou de ter qualquer conexão entre defensores e atacantes e passou a ser completamente controlado pelo San Lorenzo - o time argentino terminou o jogo com mais posse de bola, mais finalizações, mais passes trocados, mais lançamentos e mais cruzamentos.

O San Lorenzo é um bom time, organizado, que sabe a hora de avançar e a hora de recuar, que consegue manter certo controle sobre o ritmo do jogo. Joga dessa forma pelo menos há dois anos. E tem bons valores individuais, jogadores inteligentes, de bom passe. A marcação é igualmente organizada, com duas linhas próximas, dificultando toques de bola que não sejam muito velozes e que não incluam rápidas viradas de jogo. É esse mesmo time que o Grêmio terá que enfrentar na próxima semana, dessa vez fora de casa, precisando de pelo menos um empate para não se complicar na Libertadores.

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