O nadador norte-americano Michael Phelps demonstrou não estar preocupado com os riscos que o Zica vírus possa trazer para os atletas, turistas e dirigentes que estarão no Brasil durante o período da Rio-2016. Segundo o maior medalhista dos Jogos Olímpicos, detentor de 18 medalhas douradas e 22 no total, o importante é focar no esporte. O  veterano atleta de 30 anos desistiu de se aposentar após brilhar em Londres em 2012, para tentar amealhar ainda mais pódios em território brasileiro.

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O norte-americano vem acompanhado de sua esposa, que espera um filho para maio. O casal tem a intenção de conhecer um pouco mais do país, nesta que pode ser a última participação de Michael Phelps em uma competição oficial.

O nadador também não manisfestou preocupação com questões polêmicas quanto aos preparativos para as Olimpíadas, como a poluição e problemas de saúde pública. Ciente de dificilmente será desbancado por outro nome com tamanha lista de feitos, ele aparenta serenidade para realizar uma despedida digna e sem tanta cobrança.

Phelps ainda destacou que os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro podem servir como uma guinada positiva após os recentes escândalos de corrupção que assombraram o mundo do esporte nos últimos anos, como o que aconteceu na FIFA, e os recentes testes positivos de doping que surgiram. Sem julgar nomes específicos, o lendário nadador espera que já neste ano o esporte possa conviver sem problemas relacionados aos casos de doping que mancham a carreira de diversos esportistas, nas mais variadas modalidades, e atrapalham quem trabalha duro e de forma honesta para vencer.

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Doping e corrupção

A situação mais recente veio com a declaração em entrevista ao vivo concedida pela tenista russa Maria Sharapova, prata em Londres, que foi pega no teste antidoping no Aberto da Austrália, no início deste ano. A musa siberiana - que treina nos Estados Unidos - tomava uma remédio para prevenir a diabetes, que foi proibido em janeiro. Segundo ela, houve uma falha pessoal e de seu staff. As opiniões entre os esportivas divergem, com apoiadores e até tenistas que criticaram o modo como ela conduziu o caso.

Além disso, o atletismo russo corre o risco de ficar de fora da competição, depois de alguns esportistas admitirem que as autoridades responsáveis pelo doping no país "camuflavam" resultados de exames que testavam positivo e ainda incentivavam a prática da utilização de substâncias para ganho de rendimento. A WADA (Agência Mundial Antidoping) segue na frente da linha de investigações.