Foi-se o tempo em que os clubes brasileiros entravam na primeira fase da Libertadores apenas para cumprirem um protocolo. Sabia-se, desde o início, que a presença no mata-mata era uma mera questão de tempo. Para vencê-los, as demais equipes sul-americanas buscavam não se sabe onde fórmulas que, hoje, já são desnecessárias. Dos cinco times do país na edição de 2016 da maior competição continental de Futebol, dois passaram em primeiro, um entrou em segundo, outro foi eliminado de cara e o último briga nesta quinta-feira para seguir vivo.

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Primeiro e segundo colocados no Brasileirão do ano passado, Corinthians e Atlético-MG cumpriram as expectativas e foram os melhores colocados das suas respectivas chaves, o que lhes garante o direito de jogar a segunda partida em casa nas oitavas – o Corinthians tem uma mínima chance de perder a liderança do Grupo 8, já que recebe o eliminado Cobresal, em casa, nesta quarta.

O Grêmio só se encontrou na reta final da fase de grupos e por isso entrou como segundo colocado. Nesta quinta-feira, 21, o São Paulo precisa no mínimo de um empate contra o The Strongest, na altitude da Bolívia, para se classificar.

Por outro lado, o Palmeiras, mesmo com todo o investimento da gestão do presidente Paulo Nobre, decepcionou e foi eliminado logo na primeira fase. Os paulistas ficaram em terceiro no Grupo 2, superados pelos argentinos do Rosario Central e pelo Nacional, do Uruguai. É justamente sobre o Verdão a maior crítica do comentarista dos canais SporTV, Luiz Ademar, que conversou com exclusividade com a reportagem da Blasting News Brasil.

“O Palmeiras foi uma verdadeira vergonha, tropeçando no River, do Uruguai, e perdendo duas vezes para o Nacional. Decepcionante pelo elenco que tem.

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Vejo que foi incompetência da comissão técnica e jogadores. O elenco é ótimo e começou a engrenar só agora com o Cuca”, criticou Ademar, em entrevista exclusiva à BN Brasil.

Tempos difíceis

A hegemonia do futebol brasileiro, conforme os recentes resultados indicam, já é bastante discutível. O último título de um clube nacional na Libertadores, por exemplo, foi em 2013, quando o Atlético-MG ergueu a taça após muito sofrimento. Desde então, nenhum representante brasileiro sequer chegou à final. Mesmo assim, Ademar entende que os brasileiros seguem “acreditando que são os melhores”.

“O futebol ficou mais físico do que técnico. E o brasileiro ainda acredita que somos os melhores do mundo, embora não se empenhe taticamente como deveria. Também temos poucos treinadores de alto nível e nenhum craque no futebol brasileiro. Deixamos de valorizar a base, preferindo contratar um meia-boca do que apostar em jovens valores, como faz com competência o Santos. É preciso passar a limpo o futebol, começando pela Seleção Brasileira, onde temos um treinador fraco e métodos de trabalhos ultrapassados”, opinou o jornalista.

Concluindo a participação dos brasileiros nessa primeira etapa da Libertadores, o Corinthians recebe o Cobresal nesta quarta-feira para corroborar a liderança do Grupo 8. Na quinta-feira, o São Paulo joga a sua vida contra o The Strongest, na Bolívia. Enquanto isso, o futebol brasileiro fica apenas na torcida. Pelos seus clubes e por dias melhores.