A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) está com os dias contados. O poder e domínio político e econômico sobre o futebol da América do Sul podem sofrer um grande golpe. Uma nova copa continental estaria sendo "costurada" entre alguns dos maiores clubes. A intenção é substituir a Copa Libertadores e transformar o pobre futebol Sul-Americano, que não para de tomar 'olé' de países como China, Catar, Emirados Árabes, dentre outros. A articulação deste campeonato cabe a dirigentes e representantes de clubes, além de personalidades do futebol sul-americano há alguns anos.

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Entre os mais atuantes estariam o Boca Juniors e o River Plate da Argentina, Corinthians e Flamengo do Brasil, LA Galaxy e Orlando City dos Estados Unidos, O novo torneio reuniria clubes da Conmebol e da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf). A promessa de arrecadações superiores a 400 milhões de dólares, entre patrocínios, direitos de transmissão e outras boladas é o que move estas equipes. 

Os times da América do Sul estão unidos fora de campo como nunca antes.

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Futebol Corinthians

Grande prova disto foi a fundação da Liga Sul Americana de Clubes, no último 31 de março. Durante a cerimônia, realizada no Estádio do Morumbi, 31 clubes se tornaram membros: Boca Juniors, River Plate e Racing Club, da Argentina. River Plate, Nacional e Peñarol do Uruguai. Club The Strongest e Club Bolívar, da Bolívia. Atlético Mineiro, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Santos, Palmeiras e Vasco, do Brasil.

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Universidad de Chile, Universidad Católica e Colo-Colo, do Chile. Emelec e LDU, do Equador. Atlético Nacional, Deportivo Cali e Millionarios, da Colômbia. Guarani e Olímpia, do Paraguai. Caracas, da Venezuela. E, do Peru, o Sporting Cristal. A nova entidade será gerida pelos clubes de maneira profissional e visa aplicar as melhores táticas do mercado para explorar as propriedades pertencentes aos clubes, em prol dos clubes. Em outras palavras, aumentar os lucros na Copa Libertadores e na Copa Sul-Americana. 

A ligação das equipes talvez tenha começado antes, pois em setembro de 2013, uma reunião no Parque S.

Jorge foi realizada a convite do Corinthians. Diego Armando Maradona, o então deputado Romário, Careca, José Luiz Chilavert, Enzo Francescoli e Andrés Sanchez, mais representantes de 20 clubes sul-americanos como Caracas e Zamora da Venezuela, Peñarol e Nacional do Uruguai, Libertad do Paraguai, LDU do Equador, Sporting Cristal e Universidad San Martin do Peru, além do próprio Corinthians, do Santos e do Botafogo, que apoiou o evento. Mais de cem pessoas conversaram sobre os rumos do futebol continental.

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Lá se discutiram, entre outros temas, os valores que a Conmebol pagava aos participantes da Copa Sul-Americana e da Copa Libertadores da América. Convergência do destino ou não, de lá para cá, o Corinthians ameaçou deixar de disputar a 'Liberta' duas vezes.

A Liga Sul-Americana de Clubes está formada e a "Liga das Américas de Futebol" seria questão de tempo. Há quem diga que os encontros para discutir o assunto estão acontecendo regularmente. Poderá o futebol da América bater de frente com o show milionário e midiático da Liga dos Campeões da Europa em um futuro próximo?

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Esta é a pergunta que fica na cabeça do torcedor. As recentes denúncias de corrupção na FIFA respingaram em dirigentes de vários países, membros da Conmebol e Concacaf incluídos. Insatisfações dos clubes americanos com premiações, tabelas, patrocínios, decisões desportivas, arbitragens e regulamentos movem a 'cruzada' ante as entidades políticas da região. Não que que Conmebol e Concacaf rejeitem a idéia de reunir equipes de todo o continente na Copa Libertadores, pelo contrário. A vontade existe e é manifesta. O problema não é este. Nossos clubes de coração estão cansados dos desmandos dos dirigentes e querem tomar a vida nas próprias mãos.

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