Com o avanço da internet e dos dispositivos móveis, as redes sociais se tornaram uma verdadeiro termômetro quando o assunto é Futebol. E se for o mercado do futebol, então, é possível saber claramente se um reforço ou uma dispensa foram bem 'quistos' pela torcida ou não.

O final da terça-feira (26) foi surpreendente para grande parte da torcida do Palmeiras. No final da tarde, tanto o Verdão quanto o Cruzeiro anunciaram uma troca: Robinho e Lucas vão para Minas Gerais, enquanto Fabrício e Fabiano vão vestir a camisa palestrina.

Robinho nunca foi unanimidade entre torcedores. Em má fase, o jogador deu 9 assistências e fez dois gols na temporada. Era uma opção para entrar no meio do jogo ou até para substituir o louvável retorno de Cleiton Xavier, que se recuperou de lesão e fez boas partidas quando foi acionado (River Plate-URU e Santos).

Lucas foi titular na campanha vencedora da Copa do Brasil 2015. Em 2016, não manteve o mesmo ritmo, mas poderia ser reserva imediato de Jean, ou até mesmo disputar vaga com João Pedro.

O que muitos torcedores reclamam é que tanto Robinho quanto Lucas são atletas de mercado.

A diretoria poderia angariar jogadores melhores na troca, ou até mesmo um famoso "2 por 1". Um meia-armador de qualidade ou até um outro bom lateral-direito poderiam ser negociados com essa troca.

Fabrício tem 11 partidas pelo Cruzeiro, deu apenas um passe para gol e ainda não balançou as redes. Depois de fazer gesto para a torcida do Internacional, acabou sendo 'escorraçado' do time gaúcho e foi para Minas.

Fabiano nunca agradou a torcida neste um ano e meio e nunca conseguiu garantir a titularidade no time cruzeirense.

Outros negócios ruins

Na era Paulo Nobre, um dos piores negócios da história do Palmeiras foi confirmado. O atacante Hernán Barcos foi para o Grêmio e, em troca, o time gaúcho prometeu cinco atletas. Na realidade, o clube paulista só recebeu quatro, e nenhum deles vingou. Leandro, atacante que defendeu o Santos e que está atualmente no Coritiba, foi um deles.

Na época, a diretoria confirmou que Barcos não queria defender a equipe na Série B. O argentino, em diversas entrevistas, disseque não foi bem isso. O atleta apenas reclamou da falta de visibilidade que uma segunda divisão pode trazer bem às portas de uma convocação para a Copa do Mundo de 2014, que foi realizada no Brasil. Dirigentes não souberam negociar e nem conversar com os empresários do jogador.

Outra troca difícil de engolir para o torcedor foi a saída do volante Pierre para a chegada de Daniel Carvalho. O meia nunca se firmou, enquanto o volante sempre manteve sua titularidade e sua luta por onde passou (Atlético-MG e Fluminense).

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