A política palmeirense deve se movimentar nos próximos meses. Paulo Nobre, atual presidente do clube, chegará ao fim do seu segundo mandato em dezembro. De acordo com o Estatuto oficial do Palmeiras, um presidente não pode assumir três vezes seguidas o cargo-mor. 

Trajetória

Nobre assumiu o Palmeiras no começo de 2013 com o time na segunda divisão do Campeonato Nacional. Seu antecessor, Arnaldo Tirone, conseguiu ser Campeão da Copa do Brasil em 2012, mas também conseguiu resultados pífios e encaminhou a equipe para a divisão de acesso.

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Sem qualquer organização financeira, o 'novo' presidente teve que assumir e colocar ordem na casa. 

Por diversas vezes, Nobre disse em entrevistas que o Palmeiras estava praticamente falido. Cerca de 10% das receitas estavam disponíveis. O resto foi completamente adiantado e complicou de vez o fluxo de caixa. 

Com reforços modestos, o Alviverde conseguiu o acesso para a Série A. No ano seguinte, de novo com reforços simples e sem glamour algum, o time quase caiu novamente no Brasileiro.

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Na última rodada, um empate contra o Atlético-PR e a vitória do Santos fora de casa salvaram a pele. 

Em 2015, Nobre resolveu colocar a mão no bolso e trouxe Alexandre Mattos, executivo muito badalado e então funcionário do Cruzeiro, que era o time bicampeão brasileiro. Para iniciar o trabalho, Mattos trouxe diversos atletas à peso de ouro. 

Já no primeiro título em disputa, o Verdão chegou à final do Paulistão. A derrota nos pênaltis para o Santos não foi tão sentida, já que era difícil ver o Palmeiras como protagonista.

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As políticas anteriores deterioraram a imagem palmeirense, que se afastou das finais e competições importantes. 

No Brasileiro, o Verdão se manteve entre os 10 primeiros colocados e não almejou mais que isso. Com os avanços na Copa do Brasil, o foco trocou de posição. Com vaga assegurada para a final, de novo contra o Santos, o Alviverde priorizou diretamente a competição 'tiro curto'. E deu certo: com o título, a vaga na Libertadores se consolidou.

Era o sonho da atual diretoria. 

Não deu certo

Com a demissão de Marcelo Oliveira no meio da competição sulamericana, o Palmeiras decaiu bastante. Quando se reergueu, já com Cuca no comando, não houve tempo: a goleada diante do River em casa não foi suficiente. O Rosário venceu o Nacional e ratificou sua classificação, eliminando o Palmeiras na primeira fase. Agora restam Copa do Brasil e Brasileiro para tentar terminar o ano com algum triunfo.

Sucessor

A oposição não tem um candidato certo.

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Nos bastidores do Palmeiras, rola a informação de que o vice Maurício Galliote tem tudo para vencer e se tornar o novo presidente. Nobre, por sua vez, pode ser eleito vice-presidente e ajudar no controle do clube. 

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