O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 já admite: a venda de ingressos para o evento deverá ficar abaixo das expectativas. Tudo isto porque os organizadores não contavam com alguns fatores que fizeram a projeção inicial cair dos 7,5 milhões para pouco mais de 5,7 milhões até o momento atual.  Apesar da liberação de lotes novos a cada semana, já se sabe que a meta inicial não deverá ser alcançada.

A declaração é de Donovan Ferreti, diretor de vendas de ingressos da Rio 2016: "Não vamos chegar aos 7,5 milhões".

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O membro da equipe dos organizadores afirmou que o cenário atual das obras é bem diferente daquele que se tinha quando começaram a venda dos bilhetes em março do ano passado.

"Quando fizemos este anúncio não tínhamos nem arenas construídas. Era uma projeção feita com base em desenhos e existe uma grande diferença entre projetar e construir. Por isso pode haver esta variação. Os projetos dos Jogos são vivos e adaptáveis. Mas estamos nos esforçando para disponibilizar aos brasileiros o maior número possível de entradas.

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Só teremos ideia do número total ao fim dos Jogos", afirmou Ferreti, em declaração ao site de notícias UOL Esporte.

De acordo com o diretor, alguns fatores como pontos cegos e mudanças nas estruturas dos estádios estão contribuindo para que o número de ingressos possa ser reduzido. Como exemplo da realidade que é vivenciada pelos responsáveis pelas obras, podemos citar o exemplo do Estadio Aquático, que foi inaugurado no último mês de abril. Foi necessário a construção de quatro pilares para suportar a sua cobertura.

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Isto levou à perda de 1.250 assentos, o que na prática impossibilitou a comercialização de 18.750 ingressos, considerando um total de 15 sessões.

A situação atual dos preparativos para o início do evento parece tentar conciliar o conforto dos espectadores com  necessidade de enxugar o orçamento. De um modo geral, segundo Ferreti, os organizadores procuram ofertar ao público somente lugares que proporcionem uma total visão das competições. No caso do Estádio Aquático, a necessidade de cortar gastos fez a Comissão cancelar a construção de uma arquibancada flutuante com capacidade para 4 mil pessoas.

Com as oito provas previstas para a modalidade de remo, serão 32 mil ingressos a menos.

Dos 5,7 milhões de ingressos disponíveis para a venda, ainda estão disponíveis 2,2 milhões. Deste total, 1 milhão estão reservados para os jogos de futebol feminino e masculino a serem disputadas nas cidades de Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e São Paulo. Ferreti justifica a grande quantidade disponibilizada para estes locais, em virtude do tamanho de seus estádios.

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O diretor aposta na venda total dos mesmos.

Os organizadores esperam que com a passagem da tocha pela 327 cidades brasileiras, possa haver um maior interesse por parte dos brasileiros. Com relação ao total de ingressos que deverão ser comercializados, o diretor declarou que somente após o final do evento é que eles poderão ter uma noção de sua real quantidade.

A Comissão tenta estimular a venda ofertando bilhetes com preços que vão de R$ 20, para as partidas de futebol, a R$ 40 para outros esportes.

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Mesmo assim a quantidade vendida ainda continua baixa em relação às vendas para a última Olimpíada, ocorrida em Londres, há quatro anos. Na ocasião, 8,2 milhões de ingressos foram comercializados, para um total de 8,5 milhões que foram postos à venda.

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