O golfista australiano Marc Leishman, 32 anos, número 35 do ranking mundial e um dos mais experientes de todo o mundo, anunciou oficialmente nesta quinta-feira, 05 de maio, a sua desistência de competir nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, que serão realizadas no próximo mês de agosto.

O motivo da desistência apresentado por Leishman é o surto de zika vírus que assola o Brasil em 2016. De acordo com o golfista, sua esposa sofre constantemente com o problema da baixa imunidade, ou síndrome do choque tóxico, e, inclusive, segundo o próprio esportista, ela quase perdeu a vida no ano passado por causa desse mal bacteriano.

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Ainda segundo as palavras de Marc Leishman, ele somente viaja para disputar as competições de golfe ao lado de sua esposa e também dos seus dois filhos, que ainda são crianças. Como existe o grande risco da zika para a sua companheira, o mesmo optou em desistir dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro, a Rio 2016.

A repercussão do surto da zika vírus no Brasil tomou todo o mundo, e gerou muita preocupação por parte das pessoas por conta da realização das Olímpiadas em agosto.

Assim como o golfista australiano, muitos turistas já desistiram de visitar o Brasil durante os jogos. No entanto, o Governo Federal e o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) garantem o controle da proliferação da zika durante a disputa olímpica.

Ainda com relação à desistência do golfista australiano Marc Leishman, ele afirmou que foi “uma decisão muito difícil”, porém, “tomada de forma convicta”. A equipe de golfe da Austrália divulgou uma nota lamentando a decisão do golfista, mas afirmou compreender e respeitar a escolha do esportista, por acreditar que, de fato, família é, e deve ser sempre, a prioridade de qualquer pessoa.

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Recentemente, a equipe australiana de golfe já havia perdido outro membro do time. O golfista Adam Scott anunciou a sua desistência das Olimpíadas do Rio alegando falta de tempo para a disputa por conta do calendário apertado da liga norte-americana onde ele compete. A decisão de Scott, contudo, não foi bem aceita pelos australianos, que criticaram bastante o posicionamento do golfista.

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