Não é de hoje que a relação entre o Grêmio e a empreiteira OAS está abalada. Sempre houve uma certa tolerância entre as partes. No entanto, em determinado momento do ano passado, os torcedores gremistas e a direção do clube vislumbraram a possibilidade de assumir a tão sonhada gestão da Arena onde o Grêmio seria dono de direito e de fato do seu estádio. O presidente Romildo Bolzan chegou a prever que, até setembro do ano passado, poderia anunciar o desfecho desta negociação que envolve um banco privado e dois estatais, além da OAS, claro.

Porém, veio o escândalo do Lava Jato e o envolvimento de diretores da empreiteira que construiu o estádio e, como se não bastasse, a crise financeira e política que atingiu o Brasil.Esta situação também provocou mudanças nos representantes dos bancos que participavam desta negociação para a gestão da Arena, por conta da mudança de comando na presidência da República.

Em função disso, tudo aquilo que se desenhava como um sonho próximo voltou a se tornar um transtorno e um desgaste.

O próprio presidente Romildo Bolzan admite sua frustração com esta situação, mas revela que não irá repassar as chaves do Olímpico, antigo estádio gremista, enquanto a OAS não der ao Grêmio a Arena livre de qualquer impedimento jurídico e financeiro. E caso o Tricolor gaúcho não consiga resolver esta questão de assumir a gestão da Arena de forma razoável, Romildo admite a possibilidade de desistir de qualquer negociação amigável e esperar os 20 anos que constam no contrato com a OAS para que o clube seja dono de fato e de direito do seu estádio.

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Governo Grêmio

Mas, mesmo que não haja nenhuma negociação, mesmo que a OAS e os bancos credores não cheguem a nenhum acordo para que o Grêmio seja único gestor do seu estádio, é importante que se diga que a instituição não corre o risco de ficar sem ter onde jogar, como alguns andam dizendo por aí. Tanto os bancos quanto a empreiteira sabem que apenas o Tricolor gaúcho, enquanto clube de futebol com sua apaixonada torcida, pode fazer a Arena render e pagar o investimento feito para sua construção.

Nem os bancos, nem a empreiteira possuem condições de administrar o estádio e gerar receita como o Grêmio pode fazer. Tirar o Grêmio da Arena faria com que estas instituições se vissem com um elefante branco nas mãos sem ter a mínima noção do que fazer com isto.

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