O Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), no Rio de Janeiro, iniciou as operações visando os Jogos Olímpicos.A cerimônia de abertura contou com as presenças dos ministros do Esporte, Ricardo Leyser, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, e da reitora em exercício da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Nascimento.

A previsão é de que 5 mil amostras sejam coletadas durante a Olimpíada e mais de 1,2 mil na Paralimpíada.

"É uma grande felicidade chegarmos neste momento, após uma longa caminhada, não sem desafios e muito trabalho para termos este laboratório, que chamo de cinema e que tem total confiança do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Olímpico Internacional (COI). O LBCD ganhou musculatura para os Jogos. Este é um dos maiores legados para o Governo e para a ciência brasileira", disse o secretário Nacional da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), Marco Aurelio Klein.

O Governo Federal investiu R$ 151,3 milhões na construção de um novo prédio para abrigar o laboratório. Além desse montante, foram destinados R$ 74,6 milhões para a compra de novos equipamentos, materiais, insumos, mobiliário e operação.

O ministro Ricardo Leyser fez um balanço do processo para tornar o LBCD em um centro de excelência e destacou o objetivo do Governo Federal em gerar um legado público para o país.

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"Neste momento, em que o Laboratório se torna olimpicamente operacional, devemos fazer um balanço da Política antidopagem. Em 2009, quando o Rio foi escolhido para sediar os Jogos de 2016, criamos a ABCD para superar os desafios na área, como o passaporte biológico, a coleta e análise de amostras, a formação de profissionais, para dar conta dessa nova realidade. No início, tivemos muitas propostas para terceirizar o trabalho de controle de dopagem durante os Jogos, mas a aposta no LBCD, para constituir um legado para o país, se deu por vontade política da presidenta Dilma", disse Leyser.

Segundo o Ministério do Esporte, profissionais de várias universidades estão sendo capacitados para atuarem no LBCD. Durante as Olimpíadas e Paralimpíadas, atuarão ao lado de cem nomes do exterior referências na área. Para a reitora em exercício da UFRJ, os investimentos no Laboratório irão fortalecer a pesquisa no Brasil.

"Quase todos os aparelhos são importados e, boa parte, será destinada a universidades federais e outras instituições públicas após os Jogos.

Além da análise de sangue e urina, os equipamentos servem para outros processos, em áreas como biologia, engenharia de alimentos e, para capacitação de professores", disse Denise Nascimento.

O laboratório vai funcionar 24 horas, sete dias por semana, em todo o período de competições das Olimpíadas e das Paralimpíadas. O LBCD integra o Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) do Instituto de Química da UFRJ, e atua em ensino, pesquisa e extensão.

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