O camaronês Patrick Ekeng, meio-campista de apenas 26 anos, morreu na noite desta sexta-feira (6) em Bucaresti, após uma parada cardiorrespiratória sofrida enquanto ele jogava pelo Dínamo Bucaresti contra o Viitorul Constata, em partida válida pelo Campeonato Romeno. Após 10 rodadas da fase final, o Dínamo é o quarto colocado, com 36 pontos, sete a mais que o Viitorul, que é o quinto.

Patrick começou o jogo no banco, e entrou apenas aos 17 minutos do segundo tempo.

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Aos 24, sem nenhum contato direto com a bola ou dividida com adversários, o jogador caiu desmaiado no campo. Os companheiros imediatamente pediram a entrada dos médicos no gramado, que o levaram de ambulância para um hospital que fica a cerca de um quilômetro do estádio. Lá, foi tentada a reanimação por uma hora, sem sucesso. Um porta-voz do hospital afirmou que se Ekeng tivesse recebido a massagem cardíaca no campo, sua vida poderia ter sido salva.

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A diretoria do Dínamo Bucaresti declarou que o atleta não tinha nenhum problema de saúde.

Antes de jogar pelo Dínamo Bucaresti, Ekeng atuou no Canon Yaoundé (Camarões), no Le Mans (França), Rodez (França), Lausanne-Sport (Suíça) e Córdoba (Espanha). O meio-campista jogou nas divisões de base da seleção camaronesa, mas o time sub-23 dos Leões Indomáveis não se classificou para os Jogos Olímpicos do Rio, perdendo a vaga para as seleções da Argélia, África do Sul e Nigéria.

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Outras mortes assustaram o esporte

O caso mais notório de óbito em campo foi o do camaronês Marc-Vivien Foé, que faleceu durante um jogo de sua seleção pela Copa das Confederações de 2003. O primeiro morto nos gramados foi o inglês William Cropper, em 1889. Numa dividida, William levou uma joelhada na barriga e morreu minutos depois, com uma ruptura intestinal.

No Brasil, o zagueiro Serginho atuava pelo São Caetano contra o São Paulo, pelo Brasileirão 2004, quando teve um ataque cardíaco.

O socorro demorou a chegar - com direito a ambulância trancada - e o jogador não resistiu. O caso mudou as regras do esporte no Brasil, e levou o Estatuto do Torcedor a proibir que jogos de Futebol profissional iniciem ou continuem se não houver ambulância e médico à beira do gramado.

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