O filme de 2014 se repetiu. Assim como há duas temporadas, o Real Madrid levou a melhor sobre o rival Atlético na grande decisão da Champions League e ficou com o título do mais cobiçado torneio entre clubes da Europa. Com a nova conquista, osmerengues chegaram ao 11° título da competição e se isolaram como os maiores vencedores da competição na história.

Mas a conquista deste sábado não veio sem grandes doses de dramaticidade.

No entanto, o início de partida demonstrou um Real Madrid mais soberano e tranquilo em campo, diante de um Atlético nervoso e incapaz de oferecer perigo no ataque. Logo aos 15 minutos da etapa inicial, o zagueiro artilheiro Sergio Ramos, em posição de impedimento, fez o primeiro gol para o Real e colocou em vantagem o time treinado por Zinedine Zidane.

E Ramos parece ter muita estrela em jogos deste nível.

Na decisão de 2014, o defensor do Real Madrid fez, de cabeça, o gol no último minuto do tempo normal e empatou o duelo diante do Atlético em 1x1, permitindo a disputa na prorrogação, que acabou facilmente vencida pelo Real. Dois anos depois, o enredo se mostrou bastante semelhante. Gol de Sergio Ramos, prorrogação... só o desfecho foi feito de outra maneira.

Para decidir o grande campeão da Champions League 2015/2016, foi necessária a disputa de penalidades máximas.

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Isso porque antes Carrasco, no meio do segundo tempo, colocou números iguais na partida após uma linda assistência do lateral Juanfran. O jogo ficou eletrizante na reta final do tempo normal, com chances para ambos os lados. No fim, o 1x1 forçou de fato a prorrogação.

Depois de tanto esforço, tanta luta e tanta bravura de parte a parte, os jogadores se mostravam extenuados em campo. Jogadores como Gareth Bale, pelo lado do Real Madrid, e Felipe Luis, do Atlético, davam sinais de câimbras.

Cristiano Ronaldo, apagadíssimo durante todo o duelo, também aparentava problemas para correr e se movimentar no ataque.

As dificuldades de ambos os times motivaram uma prorrogação tensa, nervosa e com raras chances de gol. O volante brasileiro Casemiro, um dos destaques do Real Madrid desde a chegada do técnico Zinedine Zidane, mantinha a segurança à frente do miolo de zaga e até arriscou um chute de fora da área, que acabou saindo sobre o gol do ótimo goleiro Oblat.

Conhecido pela sua maneira elétrica e vibrante na beira do gramado, o técnico argentino Diego Simeone não se cansava de pedir o apoio da torcida doscolchoneros - e isso ocorreu até durante as cobranças das penalidades máximas. Com a frieza e calma que o momento exigia, todos os batedores vinham sendo impecáveis e deslocando os goleiros. Mesmo em uma final de Champions League, a calma foi mantida pelos cobradores.

Exceto Juanfran.

O autor da linda jogada do gol de empate de Carrasco foi a quarto a bater para o Atlético. Tentou tirar do goleiro Keylor Navas, mas tirou tanto que a bola se chocou no pé da trave. Com o erro do defensor, coube ao sempre predestinado Cristiano Ronaldo bater o último pênalti. Ele não vacilou, balançou as redes, fez a massa merengue vibrar e deu ao Real Madrid o 11° título da Champions League.

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