Serão 38 as rodadas do Brasileirão até dezembro. O mantra muita vezes repetido de que todo jogo é uma final, apesar de cansativo, é verdadeiro. É o maior benefício da fórmula que provocou uma reviravolta na competição.

Depois das mudanças constantes no regulamento do Campeonato Brasileiro desde sua criação, em 1971, até 2002, a estabilidade conseguida com o formato de pontos corridos, a partir de 2003, permitiu o desenvolvimento de um padrão de desempenho que permite aos clubes traçar metas e saber o que esperar caso as alcancem.

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Naturalmente, o número de pontos exigidos para alcançar os objetivos varia de um ano para outro. Porém, depois de 13 edições, uma faixa de variação de desempenho indica a pontuação necessária para a disputa do título, a conquista da vaga na Copa Libertadores da América ou, simplesmente, o mínimo exigido para escapar do rebaixamento.

Título pede conquista de pelo menos 70 pontos

Se um time não passa a barreira de 62 pontos, pode esquecer o sonho de levantar a taça.

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Chegar lá, contudo, não é garantia de que o troféu poderá ser exposto em sua galeria. Houve disputas que exigiram desempenho superior do primeiro colocado, quando o vice-campeão terminou com aproveitamento de 63,2%. Isso criou uma faixa de 62 a 72 pontos necessários para a conquista.

Assim, quanto mais próximo de 62, menor a segurança em relação ao título. Quanto mais perto de 72, maior a chance.

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Apenas em três vezes (23%)  o vice completou a competição com aproveitamento inferior a 60%. Porém, na grande maioria das edições (77%), o segundo colocado chegou ao final do torneio com pontuação acima desse patamar.

O índice médio do vice é de 60,3%, que, traduzido para pontos ganhos, é igual a 69. Ou seja, um time que larga pensando com o título deve estabelecer como meta pelo menos 70 pontos.

Voo para Libertadores requer mais de 60

A vaga na  Libertadores é privilégio reservado aos quatro primeiros colocados. Existe a possibilidade do número  ser reduzido. Caso um clube brasileiro conquiste a Copa Sul-Americana, ganha o direito de participar da Libertadores e faz com que o quarto colocado do nacional fique a ver navios.

Apesar dessa regra ter sido implantada há algum tempo, como nenhum equipe brasileira venceu a  Sul-Americana, sempre os quatro primeiros do Brasileirão foram para a Libertadores.

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Mantida a tradição, o 'inimigo' a ser batido é o quinto colocado.

No Brasileirão de pontos corridos, o pior quinto colocado terminou com aproveitamento de 50,9%, e o melhor ganhou 56,1% dos pontos em disputa, o que faz com que a conquista de um lugar na Libertadores estabeleça a necessidade de uma pontuação entre 58 e 64 pontos. Na média, o quinto colocado somou 53,1%. Assim,  é preciso ganhar, pelo menos, 61.

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Para ter uma margem de segurança maior e não precisar torcer contra as equipes nacionais que disputam a Copa Sul-Americana, os clubes podem estabelecer como meta ficar entre os três primeiros.  Entre 2003 e 2013, o pior quarto colocado teve aproveitamento de 51,5% e o melhor atingiu 60,5%, estabelecendo a faixa de pontuação entre 59 e 69. Na média, o aproveitamento do clube que fecha o G4 foi de 55,4% ou 63 pontos.

12 vitórias e sete empates, a receita para fugir da degola

A luta contra o rebaixamento para Série B estabelece um intervalo de nove pontos. Ao longo das 13 edições do Brasileirão em sua fase de pontos corridos, o 17º colocado, que é o adversário a ser batido, que menos pontos somou terminou o torneio com aproveitamento de 33,3%. O que teve melhor desempenho chegou ao final ganhando 41,3% dos pontos em jogo. Isso significa que, para escapar da degola é necessário somar entre 38 e 47 pontos.

A média do primeiro clube na zona de rebaixamento, contudo, foi de 37,5%, o que significa 43 pontos. Com isso, uma equipe que tem como meta permanecer na Série A deve pensar, ao começar o torneio, que vai precisar de uma campanha com ao menos 12 vitórias e sete empates (ou combinação de resultados que proporcione pontuação similar) para permanecer na elite.

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