O ministro dos Esportes da Rússia, Vitaly Mutko, divulgou nota na última terça-feira, dia 24, contra a possibilidade de seu país ser excluído dos Jogos Olímpicos deste ano, no Rio de Janeiro. Segundo o representante, os atletas russos que fazem uso ilegal de substâncias para melhorar o próprio desempenho, não encontrarão apoio junto ao governo.

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A Rússia declarou que, diante dos fatos, existe uma conspiração sendo orquestrada que poderá culminar com a sua própria exclusão das competições deste ano.

De acordo com as autoridades esportivas da Rússia, o episódio da exclusão do país poderá remetê-los aos mesmos acontecimentos do ano de 1980 e 1984, quando os jogos foram realizados em Moscou e Los Angeles, respectivamente. Nestes períodos, o país sofreu sanções e boicotes, em virtude de seu envolvimento direto na chamada Guerra Fria. 

No inicio da década de 80, o país sofreu sanções olímpicas, em virtude do fato da entrada de suas tropas em território  do Afeganistão.

Russia se diz vítima de boicote nos jogos 2016
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Quatro anos depois, tanto a Rússia quanto os demais países que faziam parte do bloco socialista, foram excluídos das competições.

As declarações feitas pelo ministro russo foram feitas como uma forma de rebater a opinião do Comitê Olímpico Internacional (COI), que afirmou que todos os envolvidos direta ou indiretamente no caso de doping dos atletas russos, deverão se excluídos de evento. O posicionamento do alemão Thomas Bach, presidente da Organização, referiu-se ao afastamento de todos os competidores de todas as modalidades e dos integrantes da comissão organizadora.

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Em apoio ao ministro de esportes russo, o dirigente da Federação de Atletismo daquele país, Dmitry Shliakhtin, confirmou a existência de um complô para excluir seus atletas das provas olímpicas deste ano.

O escândalo do doping russo

 A origem de toda a polêmica começou quando alguns atletas russos se utilizaram de uma substância proibida chamada de meldonium, com potencial efeitos cardiovasculares, nas competições de inverno, em Sochi, no ano de 2014.

A notícia veio à tona depois que o ex-diretor do laboratório russo antidoping, Grigory Rodchenkov e um antigo subordinado denunciaram um esquema de uso do medicamento nos competidores e que era acobertado pelas próprias autoridades da Rússia. Somado a isso, alguns ex-funcionários do Serviço de Inteligência, a remota KGB, relataram que alguns de seus membros haviam trocado as amostras para que o doping não fosse descoberto.

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