A torcida Alvinegra, no Campeonato Carioca, chegou a acreditar e a se empolgar com a atuação do Botafogo. O time mantinha as escalações, vinha embalado, com jogadores tendo um bom desempenho e a defesa sólida trazia muita confiança. O título estadual não veio, mas o que foi mostrado fez com que a empolgação, em relação ao time, fosse continuada. Então, um mês se passou, e aquele mesmo time que chegou às finais, hoje, depois de seis rodadas, encontra-se na lanterna do Brasileirão.

Os profetas do pessimismo já decretaram que esse ano o time carioca irá cair novamente. Mas, calma, ainda está cedo para tais afirmações. Porém, ainda que esteja cedo para afirmar o rebaixamento, pode-se afirmar que nessa temporada do Brasileirão, o time ainda não embalou. Vejas as quatro justificativas para o baixo-rendimento que tem sido visto.

A primeira é a falta de sorte que o clube vem tendo com seus atletas, o departamento médico cheio ilustra esse azar.

Dez, são dez atletas lesionados em apenas cinco meses. Em uma conta rápida, dá uma média de dois jogadores a cada trinta dias. Nessa condição encontram-se: Jefferson, Airton, Diogo Barbosa, Carli, Fernandes, Luis Ricardo, Emerson, Neilton, Octávio e Rodrigo Lindoso. Desses dez, sete estavam como titulares quando se lesionaram e vieram a desfalcar a equipe principal. Fernandes, Emerson, Neilton e Octávio já estão liberados para retornarem ao gramado.

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Airton e Diogo Barbosa devem ter seu retorno já na próxima rodada. Certo é que essas ausências fizeram com que a equipe ficasse desfigurada nesse começo do Brasileirão.

A segunda trata-se da mudança tática. Sim, não foi somente o desempenho dos jovens atletas que contribuiu com as vitórias que se viu no Campeonato Carioca. O esquema tático também teve a sua parcela no sucesso. No estadual, Gomes apostou em uma forma de jogo com três volantes (Airton, Bruno Silva e Lindoso) que proporcionavam defesa e proteção para a zaga.

Gegê, que era o meia da equipe, ajudava a defesa quando jogava como uma espécie de segundo lateral-esquerdo. Nesse esquema, a prioridade era marcar e depois atacar. Já, na Copa do Brasil e no Brasileirão, esse mesmo esquema não pode ser utilizado devido às lesões dos atletas. Nessa temporada, o que tem sido visto é um esquema onde o treinador usa dois meias e dois volantes. Nesse segundo esquema, o time fica mais ofensivo, porém, fica exposto, diferente do primeiro esquema citado que se tratava de um time mais fechado.

Para os que questionam o primeiro esquema tático, saibam que, no Carioca, o Botafogo foi o time menos vazado.

A terceira possível razão para o baixo rendimento trata das contratações. Para o elenco de 2016 o clube de General Severiano contratou sete nomes na primeira leva. Foram eles: Lizio, Gervasio "Yaca" Núñez, Bruno Silva, Salgueiro, Carli, Diogo Barbosa e Emerson Silva. Depois, para o Brasileirão, foram mais nove: Victor Luís, Anderson Aquino, Marquinho, Dudu Cearense, Sidão, Geovane Maranhão, Canales, Pimpão e Camilo.

Desses, Canales, Pimpão e Camilo só poderão jogar depois do dia 20, devido às janelas de transferências internacionais. O que é preciso ser entendido é que dos treze reforços trazidos, somente cinco estão podendo ser utilizados pelo técnico. Sidão e Maranhão sequer estrearam no time.

A última razão trata do substituto de Jefferson. O clube ainda não conseguiu achar um camisa 1 para assumir em definitivo a titularidade de goleiro. Helton Leite foi a escolha de Gomes para tal função, porém, o reserva está sendo duramente criticado pelos gols que vem sofrendo.

E para você torcedor, qual é a razão?

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