A menos de dois meses para a abertura dos Jogos Olímpicos 2016, no Rio de Janeiro, os fatos relacionados à violência urbana e às ameaças terroristas continuam causando pânico à população brasileira, turistas e atletas - que clamam por segurança pública.

No Brasil, eventos dessa magnitude despertam nas autoridades governamentais o interesse em apresentar o país como uma vitrine para expor suas belezas aos turistas e ao mundo. Assim ocorreu em 2014, ano da Copa do Mundo do Brasil, e em 2007, quando foram realizados os Jogos Pan-americanos do Rio. Outros aspectos que que propiciam iniciativas por parte dos governos e empresários são a infraestrutura e a mobilidade urbana.

Terrorismo

Inciativas voltadas para essas áreas são imprescindíveis. Contudo, quando os governos federal, estadual e municipal se mobilizam visando à preparação de eventos grandiosos - que podem deixar importantes legados para a sociedade - a questão da segurança pública não parece estar entre as prioridades. O que, nos dias em curso, é um erro gravíssimo.

A violência urbana provocada pelo tráfico de drogas já cria um ambiente de terror diário para os cidadãos. Com a proximidade da Rio 2016, o risco de ataques terroristas vem aumentando a sensação de medo entre as pessoas. Esse risco está sendo alertado por especialistas e veículos de comunicação, conforme foi debatido durante a conferência “Religiões, Intelectuais e Mídia: Posições diante do Terrorismo”, realizada em março, em São Paulo, e noticiada pelo site Agência Brasil.

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Além disso, uma matéria publicada no mês abril, pelo site da revista Veja, intitulada “Abin confirma ameaça do Estado Islâmico ao Brasil”, informa que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) havia confirmado que um membro do grupo terrorista Estado Islâmico postou no twitter uma ameaça ao país. "Brasil, vocês são o nosso próximo alvo", dizia o post. No mesmo mês, o site Esporte Interativo repercutiu a informação, publicando a matéria “Preocupação com ataque terrorista aumenta durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro”.

Vê-se, assim, que os debates e notícias sobre esse assunto revelam a tensão social gerada por riscos de ataques terroristas num momento em que a cidade se prepara para receber muitos atletas e turistas. A sensação de insegurança coíbe investimentos e aniquila a tranquilidade das pessoas.

Por isso, além de apresentar ao mundo as belezas turísticas brasileiras, é necessário que os governos realizem investimento maciço em segurança pública, e não apenas nos eventos esportivos.

Durante a Olimpíada, o Brasil será uma vitrine para o mundo. Cerca de 10.500 atletas, de 206 países, estarão em competição. Todavia, mais importante do que estimar quantas medalhas o Brasil conquistará, é questionar se o país está preparado para impedir possíveis atentados terroristas e a violência de um modo geral.