Na semana passada, a Polícia Civil deflagrou a "Operação Game Over", que busca exterminar uma quadrilha cujo principal objetivo era manipular resultados de partidas do Futebol brasileiro, especialmente no Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará. Até o momento, oito pessoas já foram detidas. A prisão mais recente foi a do ex-jogador Márcio Rocha, de 36 anos. Segundo as autoridades, ele seria o elo de uma rede de apostadores via Internet, radicados na China, na Indonésia e na Malásia.

Após nove meses de investigação, o departamento de Polícia Civil chegou a um esquema de pagamento de propina a dirigentes, técnicos e jogadores. O foco eram as partidas das Séries A-2 e A-3 do Campeonato Paulista, tanto os profissionais quanto o Sub-20, além dos Estaduais do Rio e do Ceará.

De acordo com o site Globoesporte, documentos, que correm em segredo de Justiça, mostram que, entre os jogos sob investigação, estão duas derrotas do Quissamã pelo Carioca de 2013. A primeiro seria contra o Botafogo (4 a 0) e a outra, diante do Vasco (3 a 1).

Nelas, houve um registro anormal do número de apostas pouco antes do intervalo, referente ao número de gols. Também no futebol fluminense, só que pela Copa Rio de 2015, os 3 a 0 do Audax sobre o Duque de Caxias apresentaram um movimento excessivo no placar exato.

Nos dois casos anteriores, os investigadores têm a quase convicção de que pessoas ligadas ao Quissamã e ao Duque de Caxias foram aliciadas pelos manipuladores de resultados.

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Em entrevista publicada pela versão eletrônica do jornal "O Dia" desta quinta, a delegada Kelly de Andrade, da Polícia Civil de São Paulo, revelou que a operação ainda está no começo e, nos próximos dias, surgirão mais novidades sobre o caso.

"Estamos numa primeira fase, que foi à rua para que pudéssemos deter os indivíduos, ouvi-los e para conseguir mais provas para saber a extensão da atuação da quadrilha.

A investigação continua”, afirmou a delegada, sem dizer, no entanto, quantos jogos continuariam sob investigação.

Não é primeiro caso de corrupção declarado no futebol brasileiro. Em 2005, durante aquele Campeonato Brasileiro, o então árbitro Edilson Pereira de Carvalho, da Federação Paulista, acabou sendo detido após comprovada a sua participação em outro esquema de apostas. Na ocasião, onze partidas da competição, que foram apitadas por ele, acabaram sendo anuladas.

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