As diretorias do São Paulo FC e do Futebol Clube do Porto chegaram a um acordo quanto à permanência do zagueiro Maicon, de 27 anos, no clube brasileiro após negociações conturbadas que se arrastaram desde o mês de abril passado. O prazo de empréstimo do jogador terminou no fim de junho e seu agente dava como certo o retorno do atleta ao clube português, eliminando todas as esperanças dos são-paulinos em contar com Maicon para as finais da Libertadores.

No entanto, na última terça-feira (28) o Porto cedeu à pressão e aceitou negociar Maicon com o São Paulo com a condição de o Tricolor ceder 50% dos direitos do lateral esquerdo Inácio e do zagueiro Lucão, além de pagar uma quantia em dinheiro, não revelada.

Mais de 90% dos torcedores do Soberano apoiaram o esforço dos dirigentes do clube em manter Maicon no Morumbi. Ele caiu nas graças da torcida logo quando chegou, no início do ano, e tornou-se titular absoluto na zaga são-paulina ao demonstrar eficiência e muita qualidade na posição.

Sobre sua saída do Porto

Maicon deixou Portugal após ser diretamente responsabilizado, após falha bizarra, pela derrota do Porto diante do arquirrival Arouca.

O jogador afirmou que, na ocasião, não queria entrar em campo pois ainda não sentia-se recuperado de uma lesão na coxa já que sentia dores na região.

Mesmo assim, médicos e dirigentes insistiram para que ele jogasse a partida e numa disputa de bola com o adversário, ao tentar driblá-lo, travou com uma contratura e perdeu a bola, resultando no segundo gol do Arouca contra o FC Porto. Em seguida, deixou o campo substituído e debaixo de vaias de mais de 50 mil torcedores portugueses.

O zagueiro desabafou dizendo que o corpo médico e os dirigentes do Porto, cientes da sua situação física, deveriam ter defendido-o diante das manifestações da torcida admitindo que, de fato, forçaram-no a jogar em um momento no qual o próprio atleta não se sentia seguro para desenvolver seu bom Futebol.

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Mesmo assim, Maicon disse que viveu os melhores momentos de sua carreira no clube português e que, por esta razão, não guarda mágoas da torcida e nem dos próprios diretores do Porto, enaltecendo o profissionalismo do técnico Jesualdo Ferreira, com quem trabalhou no seu primeiro ano na Europa e a quem ele credita tudo o que aprendeu sobre sua posição.

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