Ex-zagueira da Seleção Brasileira de Futebol feminino, Carol Basílio de Moraes, 32 anos, é um grande exemplo de superação. Após perder as duas pernas em um grave acidente, ela conseguiu dar a volta por cima e tornar-se atleta paralímpica, conquistando 28 medalhas, e ainda vai disputar a Paralimpíada Rio 2016.

A modalidade escolhida é a paracanoagem, que será disputada nas paralimpíadas pela primeira vez no Rio de Janeiro. Para garantir a performance, a atleta faz treinamentos ininterruptos de segunda a domingo de até 8 horas por dia, incluindo academia, fisioterapia e remo.

“Só agora diminuí a carga horária de exercícios por conta do período pré-competitivo, pois não posso disputar com o corpo desgastado ou lesionado”, afirma Carol, lembrando que os atletas paralímpicos são potência mundial, diferentes dos atletas olímpicos, que ocupam uma posição inferior no quadro de medalhas.

O projeto Superação

Professora de Educação Física, Carol dirige o projeto social Superação, em Jurujuba, Niterói, onde dá aulas a crianças carentes de Niterói, socializando deficientes e não deficientes por meio dos esportes.

“Através de experiências trocadas e situações adversas vamos ajudando quem necessita, pois as pessoas não precisam ter deficiência para ter problemas”, explica a atleta, acrescentando que o projeto acaba sendo uma onda de ajuda

A missão do projeto é despertar o interesse dos jovens, tornando-os expectadores do esporte paralímpico e passando para eles uma mensagem de otimismo, fé e esperança.

O acidente

Carol perdeu as duas pernas há 6 anos, quando passava com a sua moto por um semáforo no cruzamento das ruas Álvares de Azevedo e Gavião Peixoto, em Icaraí, Niterói, onde a o limite de velocidade é de 40km.

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“Eu estava indo dar aulas quando passei pelo sinal verde. De repente, um carro trafegando a 120km avançou o sinal vermelho e me atropelou. Então desde aí a minha batalha começou, pois tive amputações traumáticas das pernas no local do acidente”.

Em plena batalha, alguns elementos foram fundamentais para o retorno à vida: primeiro o esporte depois a família e os fisioterapeutas.

“Através da reabilitação eu descobri que tinha talento para fazer outros esportes”, disse Carol, que meses depois do acidente começou a se destacar na natação.

O handebol foi outra modalidade disputada. Era o que precisava para retornar a uma alegria semelhante aquela do futebol.

Segundo Carol, o esporte é a maior ferramenta de socialização de inclusão social, fraternidade, esperança e superação, e acrescenta: “A minha tarefa tem sido formar apaixonantes adeptos torcedores”.

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