Na semana do jogo mais importante de sua carreira nesta segunda passagem pelo São Paulo, o técnico Ricardo Gomes teve de suspender o foco na preparação para a partida contra o Palmeiras - quarta-feira, às 21h45, no Allianz Parque - para depor na Delegacia de Repressão e Análise de Delitos de Intolerância Esportiva da Polícia Civil, a DRADE, no inquérito que apura o caso da invasão ao CT da Barra Funda e as agressões dos torcedores da organizada Independente contra seus atletas, além de furtos e atos de vandalismo, fatos que ocorreram no dia 27 de agosto.

O treinador foi ouvido pela delegada titular Margarete Barreto e deu a sua versão sobre o que viu acontecer naquele sábado. Por ter sido contratado recentemente, Gomes foi um dos poucos não atacados pela fúria dos torcedores, bem como Lugano e o capitão Maicon.

Em busca de punição aos torcedores vândalos e agressores, a cartolagem tricolor informou que fará tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar a Polícia Civil a denunciar os criminosos à Justiça.

Assim, enviou à delegada Margarete todas as imagens internas e externas do Centro de Treinamento, localizado na avenida Marquês de São Vicente, Zona Oeste da capital paulista, para que sejam identificados todos os envolvidos no protesto daquele dia.

A fúria da torcida do São Paulo vem desde a primeira derrota do time na primeira partida da semifinal da Copa Libertadores da América, no Morumbi, contra o Atlético Nacional-COL por 2 a 0.

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Em Medellín, após perder por 2 a 1 para os colombianos, vencedores do torneio, o time, então comandado por Edgardo Bauza, acabou eliminado do sul-americano e logo se desmanchou perdendo jogadores importantes como Jonathan Calleri, Paulo Henrique Ganso e Alan Kardec.

Já sob o comando de Ricardo Gomes, o tricolor perdeu para o Juventude, de Caxias do Sul, time da série C do Brasileirão, em pleno Morumbi pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

A vergonha aconteceu na quarta-feira, dia 24 de agosto, e desencadeou a reação desproporcional dos torcedores quatro dias depois.

No dia seguinte à invasão da torcida ao CT da Barra Funda o São Paulo recebeu o Coritiba - 16º colocado na tabela do campeonato nacional, com apenas dois pontos a menos que o time paulista -, no Morumbi, pela 22ª rodada do Brasileirão. A partida terminou empatada em 0 a 0 diante de um público de pouco mais de 7,5 mil pessoas e com o tricolor recebendo vaias intermináveis das arquibancadas que, novamente, não perdoou o meio-campista Michel Bastos, um dos três jogadores alvos das agressões no CT - os outros dois foram o lateral esquerdo Carlinhos e o volante Wesley.

O tricolor, que não conseguia sair da 11ª posição na tabela do Campeonato Brasileiro por quatro partidas consecutivas, agora está com 28 pontos e na 12ª colocação, a apenas quatro pontos da zona da degola no torneio.

Vencer o Palmeiras nesta quarta-feira, pela 23ª rodada do nacional, é praticamente uma questão de honra para o São Paulo. Mais do que isso, é uma obrigação dada à grandeza do tricolor paulista cuja atual situação em nada condiz com sua história.

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