As Paraolimpíadas não poderiam ter sido melhores para o Brasil e para os competidores da delegação brasileira: os resultados foram bem satisfatórios tanto do ponto de vista da infraestrutura quanto da performance dos atletas.

Segundo Andrew Parsons – presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro – o oitavo lugar na classificação geral é considerado muito positivo. Ressaltou a melhor participação dos atletas, mesmo que não tenham conseguido atingir a meta estabelecida do quinto lugar.

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Ele mesmo reconheceu que essa meta era “agressiva e ambiciosa” e, logo em seguida, suavizou o tom ao transformá-la em “promessa”.

O salto para o otimismo é baseado na comparação entre o total de medalhas ganhas em Londres  com a edição deste ano no Rio de Janeiro.

Em 2012, os esportistas arrebanharam 43 medalhas. Na Rio 2016, quase se alcançou o dobro: 72 medalhas obtidas.

Outro dado interessante citado por Parsons foi o aumento no número de atletas que subiram ao pódio: se, na última paraolimpíada foram 43, nesse ano de 2016, foram 113 competidores. Trocando em miúdos,   23% do total da delegação enviada a Londres ocupou um dos três primeiros lugares. Agora o índice subiu: 39% do total da delegação conquistou alguma medalha.

Houve acréscimo no número de modalidades que ajudaram a trazer medalhas para o Brasil: em 2012, foram sete. Na edição brasileira, 13 modalidades deram felicidade e orgulho aos atletas. Esportes como vôlei, halterofilismo, canoagem e ciclismo debutaram no quadro geral de medalhas.

Dividindo-se o total de medalhas ganhas entre homens e mulheres, a estatística mostra 71,3% dos esportistas que conquistaram medalhas foram homens.

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Na faixa etária, os números demonstram uma certa renovação na delegação paraolímpica, cuja maioria dos atletas ‘sortudos’ tem idade inferior a 30 anos. Contudo, existiram veteranos que levaram  medalha para casa nas modalidades de bocha, natação e tênis de mesa: a faixa etária deles é de aproximadamente 47 anos.

Animado com os resultados, Andrew Parsons informou que os investimentos no esporte paraolímpico para a Rio 2016 foi em torno de  R$ 70 milhões. Ele tem a expectativa que os recursos aumentem para R$ 180 milhões na próxima edição que acontecerá em Tóquio 2020. 

SUCESSO DE PÚBLICO 

A cidade do Rio só tem a festejar com as Paraolímpiadas, uma vez que 243 mil turistas compareceram ao evento, deixando um total de R$ 410 milhões nos caixas. O gasto médio foi estimado em R$ 271,20 por visitante a cada dia; e a meta de venda de ingressos foi alcançada: 1,8 milhão de ingressos foram vendidos em apenas uma semana. O número total nas vendas foi de 2,1 milhões de ingressos. O recorde de público aconteceu no dia 10/09: 172 mil pessoas.

O prefeito Eduardo Paes destacou que o evento foi uma oportunidade de instalar e incrementar a acessibilidade de pontos turísticos como a Vista Chinesa, o Pão de Açúcar e o Jardim Botânico.

Já Eliseu Padilha (ministro-chefe da Casa Civil) pensa que o Brasil não deve deixar escapar a visibilidade trazida pelos Jogos Olímpicos para impulsionar o turismo. Afinal de contas, 98% dos estrangeiros manifestaram opinião favorável à hospitalidade e acolhimento dos brasileiros. “Nós temos ainda uma participação insignificante internacionalmente e nós temos que criar mecanismos para ampliar. O turismo é uma indústria sem chaminé,  que emprega muita gente e que tem alta rentabilidade” disse Eliseu Padilha.