Na noite desta sexta, por conta da Bienal do Livro no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, houve o lançamento da obra "Da rebelião à glória: o Fluminense e a conquista da Primeira Liga”, de Rodrigo Barros, que conta a trajetória do Tricolor das Laranjeiras até ficar com o título da competição realizada no primeiro semestre de 2016. Vários torcedores da equipe carioca, residente na capital paulista, prestigiaram o evento e levaram algumas edições.

Por intermédio de seu twitter, o autor do livro tranquilizou os tricolores do Rio. De acordo com a postagem do escritor na rede social, brevemente, o evento também será realizado na Cidade Maravilhosa, em local a ser definido. 

Dispostos a promover uma mudança no futebol nacional, principalmente após os inúmeros escândalos na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que culminaram com a prisão de José Maria Marín, na época, presidente da entidade, alguns dos grandes clubes se reuniram para fundar a Primeira Liga e, mesmo com a revelia de algumas federações, especialmente a do Rio de Janeiro, organizaram um torneio de caráter amistoso.

Baseado no ranking da CBF, dos 16 fundadores, foram escolhidos 12 participantes, divididos em três grupos de quatro. No Grupo A, o Fluminense estreou no dia 28 de janeiro, Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, mas acabou sendo surpreendido pelo Atlético-PR com uma derrota de 1 a 0. A reabilitação veio em grande estilo. Em 17 de fevereiro, na sua única boa apresentação nessa curta passagem pelo Tricolor, Diego Souza, que, pouco tempo depois, retornaria para o Sport, marcou três vezes e ajudou a equipe das Laranjeiras, em pleno Mineirão, derrotar o Cruzeiro por 4 a 3. No dia 11 de março, o Flu assegurou a classificação para a próxima fase da Primeira Liga no Mário Helênio, em Juiz de Fora, vencendo o Criciúma pelo placar de 2 a 0.

Nas semifinais, o Fluminense enfrentaria o Internacional.

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No dia 23 de março, os rivais foram ao Mané Garrincha, em Brasília e, depois de um empate de 2 a 2 no tempo normal, o Tricolor garantiu a presença na decisão ao vencer, nos pênaltis, por 3 a 2.

Na noite de 20 abril, em um Mário Helênio com quase 30 mil pessoas, 98% de torcedores ao seu favor, o Fluminense se vingou do tropeço na primeira fase e, com um gol de Marcos Júnior, aos 36 minutos do segundo tempo, bateu o Atlético-PR por 1 a 0, assegurando a taça da Primeira Liga, que será novamente realizada na próxima temporada, dessa vez reconhecida pela CBF.