Depois de passar algum tempo sofrendo com várias lesões, o jogador do Atlético Mineiro Jesus Dátolo, voltou ao time mineiro no último final de semana e participou da jogada que resultou no gol do seu compatriota Pratto na vitória de 3x1 contra o Internacional pelo Campeonato Brasileiro. Imaginava o meia que sua má fase estaria terminando à partir daquele momento. 

No entanto, o destino reservou outros obstáculos para Dátolo. Na quarta-feira (28) a Polícia Federal apreendeu no Aeroporto do Galeão (RJ) a significativa quantia de R$ 150 mil em poder de dois amigos do jogador do Atlético Mineiro que tinham passagem confirmada para a Argentina. As duas pessoas foram presas na zona de embarque do aeroporto quando tentavam entrar no avião com o dinheiro no bolso.

Publicidade
Publicidade

Questionados, eles alegaram que o dinheiro havia sido sacado da conta de Dátolo.

Num procedimento bastante discreto, a PF emitiu apenas uma nota oficial esclarecendo que o episódio envolvia um jogador argentino que atuava em Minas Gerais. Isso gerou uma confusão, pois tanto o Atlético quanto o Cruzeiro possuem jogadores argentinos. Em função disso, o Cruzeiro se apressou em divulgar uma nota oficial afirmando que nenhum de seus jogadores de origem argentina tinha qualquer envolvimento com o caso. 

Apenas na quinta-feira (29), o meia do Atlético Mineiro resolveu se pronunciar a respeito do assunto, também através de nota oficial, afirmando que todo o episódio não passou de um mal-entendido e que as pessoas envolvidas eram seus amigos de infância que lhe prestam vários tipos de serviços eventualmente.

Jesus Dátolo, jogador do Atlético Mineiro.
Jesus Dátolo, jogador do Atlético Mineiro.

Na nota, Dátolo esclareceu ainda que a origem do dinheiro é lícita e que representa parte do seu salário como jogador atleticano e que maiores informações a respeito do assunto serão prestadas às "autoridades competentes."

Já a assessoria de imprensa do Atlético Mineiro informou que o episódio diz respeito a um problema particular do jogador Dátolo e que ninguém do clube conversou com o atleta quanto a isso, mas caso ele solicite, o Departamento Jurídico atleticano estará à disposição para orientá-lo. 

A PF apurou que uma das pessoas presas com o dinheiro do jogador argentino já entrou e saiu do Brasil 21 uma vezes sempre fazendo a rota Brasil-Argentina e vice-versa.

Publicidade

Os dois amigos de Dátolo foram conduzidos para a sede da Polícia Federal no RJ. Não foi divulgado se o montante apreendido era em moeda brasileira ou estrangeira. A pena máxima para o crime de evasão de divisas é de seis anos de prisão em regime fechado.

Leia tudo e assista ao vídeo