Conhecida mundialmente por seu futebol ousado, a seleção canarinha sempre teve um grande atacante. Aquele que batia com confiança e já corria para o abraço. Estamos falando do camisa 9, aquele jogador que tem o faro de gol. Desde Ronaldo Fenômeno, nossa geração de camisas 9 parecia ter acabado, pois vários tentaram, mas todos fracassaram. Em 2006 ainda tínhamos Ronaldo, longe de estar 100%, mas marcando gols para a seleção. Ao se aposentar da seleção com a derrota para a França, se encerrava ali o fim do legado de um dos maiores artilheiros que o Brasil já teve.

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Em 2010, Luis Fabiano tentou, até se saiu bem, mas não foi tudo aquilo esperado pelo torcedor brasileiro, aquilo que já estávamos acostumados a ver. Em 2014, um fracasso ainda maior, Fred era o dono da camisa, mas tudo que deu para a amarelinha foi um grande vexame, o maior da história do futebol brasileiro.

Chegamos à uma nova geração, com novos craques, alguns estavam presentes na geração 7 a 1. Porém, ainda tínhamos um grande obstáculo para superar, a falta de um camisa 9 na seleção pesava muito.

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Tínhamos Neymar, mas quem jogaria com ele? Foi então que Tardelli lutou pela vaga, até começou bem, marcou dois gol contra a Argentina em jogo amistoso, e claro, marcar contra a Argentina foi de grande importância para elevar seu nome. No entanto, parece que o dinheiro falou mais alto, e com uma proposta irresistível da China, o craque acabou abandonando o Atlético MG. Depois disso, veio algumas convocações, mas o desempenho caiu bastante até que o jogador não foi mais aproveitado.

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Seleção Brasileira

Diante de tantos fracassos no ataque brasileiro, eis que Neymar é cotado para assumir a posição, porém, a queda no desempenho foi notória, o aproveitamento do craque era horrível, não era uma posição que ele jogava. Sentindo a falta de um grande camisa 9, o fracasso nas duas edições da Copa América veio, e acabamos assistindo o Chile levar o Bi campeonato continental em cima da Argentina.

Chegava então as olimpíadas, era o hora da redenção. Os jogos do Rio era o grande objetivo da seleção, o ouro inédito era o mais cobiçado do momento.

Surge então, a figura de Gabriel Jesus, o grande artilheiro da seleção, seria ele o nosso novo camisa 9. Apesar de não ter jogado tudo aquilo que se esperava dele, o craque foi decisivo em alguns momentos, marcou gols importantes e junto de Neymar foi de grande importância para conquistar o tão sonhado ouro olímpico. Com seu desempenho nos jogos, Gabriel é chamado para a seleção principal, seria agora treinado por Tite. Como titular no jogo contra o Equador, o craque não fez feio, e em sua estreia, marcou duas vezes, dois golaços.

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Ali surgia a esperança de um novo camisa 9 para a seleção, o novo cara do gol. Será ele que vai suprir as necessidades da seleção no ataque? Só o tempo pode falar.  

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