Se Neymar marcar na partida contra a Colômbia, válida pela 7ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, que acontece dia 6, terça-feira, às 21h45, na Arena Amazônia (Manaus), se converterá no quarto maior artilheiro da Seleção Brasileira, considerando apenas o time principal e os jogos oficiais. Com o tento anotado em 1º de setembro, contra o Equador, o camisa 10 verde-amarelo chegou à marca de 47 gols e está a apenas um de empatar com Zico. O eterno Galinho de Quintino, ídolo máximo flamenguista e um dos maiores do futebol nacional de todos os tempos, anotou 48 em 71 partidas oficiais (média de 0,676).

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Na conta de Zico, ficam de fora gols marcados em amistosos singulares, como os cinco feitos contra o Combinado do Estado do Rio de Janeiro, realizado em 1978, além de outros em cima de times regionais, como Seleções Goiana, Gaúcha e outras partidas do gênero, não reconhecidas como oficiais pela Fifa.

Esta seleta lista de artilheiros verde-amarelos é encabeçada por ninguém menos que Pelé, autor de 77 gols em 92 jogos. Com isso, o Rei do Futebol manteve ao longo de sua carreira irretocável carreira vestindo a amarelinha a incrível marca de 0,836 gols por partida. Em seguida vêm Ronaldo Fenômeno, com 62 gols em 97 jogos (média de 0,639), e o baixinho Romário, com 55 gols em 70 jogos (média de 0,785).

A julgar pelos números já atingidos por Neymar, a questão agora é saber quando superará os artilheiros que seguem a sua frente. Os 47 gols atuais do dono da camisa 10 foram atingidos em 71 jogos, o que o deixa com uma média similar à do próprio Zico (0,661). No entanto, o que espanta no caso do jovem craque, que atualmente empresta sua genialidade ao Barcelona, é a precocidade com a qual foi alcançada.

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Com apenas 24 anos (completados no último 5 de fevereiro), Neymar ainda vive o auge de sua carreira, e tem ainda, se nada de ruim lhe acontecer, uma longa jornada em atividade. A esta altura, já deixou para trás craques inquestionáveis e que, ao seu tempo, brilharam com a amarelinha, como Bebeto (39), Rivaldo (34), Ronaldinho Gaúcho e Jairzinho (33), Tostão (32), Ademir de Menezes (32), Zizinho (30), só para ficar entre aqueles que já atingiram a marca de três dezenas de gols.

O retorno de Neymar à Seleção e com Tite no comando enchem o torcedor de esperança de que o time volte a jogar bem e que o camisa 10 seja em campo o maestro destes novos tempos. Se isso se confirmar, será apagada a imagem deixada pelo craque no início das Eliminatórias, quando, só entrou em campo a partir da terceira roda em jogo contra a Argentina e passou em branco no empate em 1 a 1 contra os Hermanos. Também não marcou nas partidas seguintes, contra na vitória brasileira por 3 a 0, sobre o Peru; e no empate de 2 a 2 contra o Uruguai, sendo que neste último teve o agravante de ser expulso por conta de um lance infantil.

Cumpriu suspensão na sexta rodada, no duro jogo contra o Paraguai (em Assunção), quando o Brasil saiu perdendo por 2 a 0, mas conseguiu um importante empate no fim. Agora, com Tite, Neymar voltou ao time, com brilho e a eficiência que se espera dele. E, se este bom astral perdurar e os gols vierem conforme sua média histórica com a Amarelinha, é provável que o craque brasileiro termine as eliminatórias como terceiro maior artilheiro da Seleção, atrás apenas de Ronaldo e Pelé. Aparentemente, é apenas uma questão de tempo; e tempo é uma dádiva que o jovem craque ainda tem de sobra.

Dez maiores artilheiros da Seleção principal

 

1 Pelé                   77

2 Ronaldo           62

3 Romário           55

4 Zico                    48

5 Neymar           47

6 Bebeto             39

7 Rivaldo             34

8 Jairzinho          33

9 R. Gaúcho       33

10 Tostão            32