Falecido nesta terça-feira, 25 de outubro, vítima de um infarto fulminante, Carlos Alberto Torres eternizou a imagem de “Capitão do Tri” ao levantar a Taça Jules Rimet, na conquista do tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira em 1970, no México.

Porém, a sua carreira vai muito além deste fato isolado.

Carlos Alberto era um jogador de grande capacidade técnica, força física e de grande personalidade.

Uma característica marcante do seu estilo é que Carlos Alberto Torres foi um dos primeiros laterais no mundo a apoiar o ataque, alternando com a marcação, fato incomum para a época.

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Destacou-se muito cedo, tanto que, em 1962, aos 17 anos, estreava profissionalmente pelo Fluminense, clube que o formou.

Pelo Flu foi campeão carioca de 1964, transferindo-se no ano seguinte para o Santos, time formado por grandes craques, Coutinho, Pepe, Mengálvio, entre outros, com destaque para Pelé.

Torres não se intimidou e logo tornou-se uma das principais peças do time santista, onde conquistou uma série de títulos.

Foram dez anos com a camisa santista, com exceção de uma breve passagem de três meses, cedido por empréstimo em 1971, para o Botafogo-RJ, onde atuou como zagueiro.

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Em 1976, é contratado pelo Fluminense, que, na época, era formado por craques como Carlos Alberto Pintinho, Dirceu, Rivellino, Doval, entre outros. Era a segunda versão da “Máquina Tricolor”, apelido que o time ganhou pela sua qualidade. Torres atuou como zagueiro, esbanjando qualidade, técnica e liderança.

Em 1977, tem breve passagem pelo Flamengo e, em seguida, vai para New York Cosmos, dos Estados Unidos, onde reencontra o velho amigo Pelé, além de craques como o alemão Beckenbauer.

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Futebol

Nos Estados Unidos, também joga pelo California Surf e encerra a carreira em Newport Beach, em 1981.

Sua carreira na Seleção Brasileira iniciou-se aos 19 anos, nos Jogos Pan-Americanos de 1963, disputados em São Paulo, onde conquistou a medalha de ouro e tornou-se o principal nome da equipe que, na época, era formada apenas por atletas amadores. Pelo time principal do Brasil, Carlos Alberto Torres sofreu uma grande desilusão, ao não ser convocado para a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra.

Além de titular absoluto da Seleção na Copa do Mundo de 1970, foi escolhido pelo próprio elenco para ser o capitão do time. Torres também ficou marcado por ser o autor do último gol da grande final da Copa, após uma belíssima jogada coletiva, quando o Brasil venceu a Itália por 4 a 1. Foi Carlos Alberto o responsável por levantar a Taça Jules Rimet após a conquista, ganhando desde então o apelido de “Capitão do Tri”, ou simplesmente “Capita”. Vestiu a camisa da Seleção em 69 oportunidades.

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Em 1983, inicia a carreira de treinador com o pé direito, ao conquistar o título do Campeonato Brasileiro pelo Flamengo. Comandou outras grandes equipes brasileiras: Fluminense, Corinthians, Botafogo e Atlético-MG, além de passagem por vários países. Foi um desbravador do Futebol mundial quando dirigiu as seleções de Omã e do Azerbaijão.

O Paysandu, em 2005, foi a última equipe em que trabalhou como técnico.

Arriscou-se na vida política, quando elegeu-se vereador da cidade do Rio de Janeiro no período de 1989 a 1993.

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Tentou ser vice-prefeito da cidade em 2008, na chapa de Paulo Ramos, não conseguindo eleger-se.

Como comentarista esportivo, era crítico e firme em suas posições. Atualmente, participava do programa “Troca de Passes”, da SporTV.

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