A Portuguesa, um dos mais tradicionais clubes associativos e de Futebol de São Paulo, está prestes a perder o seu estádio, o Canindé. Reflexo de anos de decadência dentro de campo e de gestões seguidamente equivocadas, o Canindé é o principal patrimônio do clube e é bastante valorizado pela sua localização. Há vários meses estava sendo especulado que o estádio iria a leilão. Infelizmente, os boatos se concretizaram e na edição deste domingo, 30 de outubro, na página de classificados do jornal O Estado de S.Paulo foram divulgados os detalhes.

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Os 45% do terreno que pertencem ao clube serão leiloados no dia 18 de outubro, às 14h, por meio da empresa Fidalgo Leilões. O valor inicial é de R$74,1 milhões, sendo 30% no ato da compra e o restante em até 30 parcelas.

O leilão é motivado pelo acúmulo de dívidas trabalhistas que o clube tem com ex-jogadores, representados pela advogada especialista Gislaine Nunes.

Após a justiça ter dado ganho de causa para estas ações trabalhistas, que totalizam 139, a Portuguesa chegou a fazer um acordo com a advogada e dividiu o pagamento. O Canindé foi dado como garantia. O problema é que desde o início de 2014, quando Ilídio Lico assumiu a presidência da Lusa, este acordo foi ignorado e as parcelas deixaram de ser pagas.

Enquanto tenta adiar o leilão, a Portuguesa articula com grupos empresariais interessados, uma parceria para a modernização do complexo do Canindé, que passaria a contar com shopping, hotel, torres comerciais e o próprio estádio seria transformado em Arena. O grande problema é que o acordo ainda não foi fechado e muitos interessados acreditam que a informação não passa de uma estratégia para adiar a venda do terreno.

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Caindo pelas tabelas

Os últimos anos não estão sendo nada fáceis para os torcedores da Portuguesa. Foram quatro rebaixamentos em apenas três anos. A lista de fracassos é a seguinte: rebaixamento para a Série B do Brasileiro em 2013, após a perda de quatro pontos pela escalação irregular do atleta Héverton na última rodada do torneio. Para a Série C do Nacional em 2014 e para Série A-2 do Paulistão, que na realidade é a segunda divisão, em 2015. O ano de 2016 começou com o time se salvando de novo rebaixamento nas últimas rodadas do estadual. Já no Brasileirão não teve a mesma sorte, e a Portuguesa, após péssima campanha, caiu para a Série D, a última divisão existente do campeonato nacional.

Os péssimos resultados em campo estão intimamente ligados às seguintes más administrações do clube, cujo a dívida total está avaliada em 200 milhões. A soma de todos os fatores negativos faz com que a cada nova crise, a especulação pela extinção do departamento de futebol profissional da Portuguesa ganhe força. A venda do Canindé poderá representar a motivação final para que a ideia se torne realidade.