Um casamento de amor e ódio. É mais ou menos assim a definição do relacionamento entre Crefisa e Palmeiras ou, melhor dizendo, entre Leila Pereira e Paulo Nobre.

Na lista de breves litígios entre o clube e sua patrocinadora master está o caso Avanti, ocorrido em março deste ano. Na ocasião, a empresa, de propriedade de José Roberto Lamacchia, marido de Leila, suspendeu o pagamento das parcelas milionárias do patrocínio pago ao Palmeiras - cerca de R$ 5,2 milhões mensais - porque o departamento de marketing do clube, em uma partida do Campeonato Paulista, contra a Ferroviária, no dia 28 de fevereiro, retirou os nomes dos jogadores do time da camisa e, no lugar, publicou uma promoção do programa de sócios-torcedores Avanti.

A Crefisa comprou a totalidade dos espaços do uniforme do Verdão e a atitude enfureceu a cúpula da empresa que já não estava tão feliz por ter sido excluída da festa de comemoração do título da Copa do Brasil, dia 2 de dezembro de 2015.

Agora, os tempos são outros e os ânimos já não estão mais exaltados entre os parceiros que já discutem uma renovação contratual de patrocínio para a temporada 2017 com investimentos no mercado de contratações, oriundos de financiamentos da empresa de crédito consignado a consumidores, geralmente, com restrições em seus nomes, ocorrência popularmente conhecida como "nome sujo".

A permanência de Maurício Galiotte na direção do clube e, a partir de 15 de dezembro, como presidente, foi o que motivou a empresa a permanecer como a grande patrocinadora do Palmeiras. Foi ele, Galiotte, quem colocou "panos quentes" em todas as divergências entre os empresários Lamacchia, Leila e Paulo Nobre.

O planejamento de 2017 já está sendo realizado pelos novos diretores, que assumirão seus cargos também em dezembro, e a contratação de um nome de peso para disputar a Copa Libertadores é uma das prioridades dos cartolas que pretendem viabilizar um bom negócio contando com a venda do argentino, naturalizado paraguaio, Lucas Barrios, cujos direitos econômicos pertencem à Crefisa, além dos ganhos com a saída de Gabriel Jesus.

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Lucas Pratto é o nome mais cotado nos bastidores para que Alexandre Mattos realize sua primeira grande investida para a próxima temporada.

Para tanto, dinheiro não vai faltar. O Verdão tem uma arrecadação de bilheteria de fazer inveja a times europeus, além da parceria com Crefisa/FAM que rende, atualmente, mais de R$ 5 milhões mensais aos cofres do clube.

O Atlético-MG quer cerca de R$ 35 milhões para liberar o atacante argentino mas os dirigentes palmeirenses acreditam que esse valor pode ser negociado pois, na visão deles, está muito acima do que vale o atleta.

Palmeiras e Crefisa já deixaram claro que tudo se encaminha para a renovação da parceria quanto para a contratação de nomes de atletas que sejam capazes de levar o Verdão à tão perseguida Copa Libertadores da América e, claro, o título mundial.

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