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Na manhã desta quarta-feira (23), fortes acusações contra o brasileiro Neymar partiram do Ministério Público da Espanha. Segundo o jornal El País que circula na Espanha, procuradores apresentaram acusações que apontavam para suspeita de crime de corrupção envolvendo Neymar Jr. Ainda de acordo com a matéria, o MP solicitou 2 anos de prisão para o brasileiro e 5 anos para o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, que foi o responsável por contratar Neymar enquanto o atleta jogava pelo Santos.

Além das prisões, o clube europeu teria que pagar uma multa de 8,4 milhões de euros. Em outubro, a Justiça da Espanha tomou a decisão de reabrir o caso que já estava arquivado e que tem como centro da polêmica, o contrato firmado entre o craque brasileiro e o Barcelona, que segundo investigações fora manipulado.

De acordo com o jornal "Marca" da Espanha, a empresa lesada solicita que todos os envolvidos sejam impedidos de exercerem funções no futebol. Caso a decisão seja acatada, o jogador do Barcelona e da seleção brasileira de futebol ficaria fora de campo podendo parar de jogar.

Entenda o caso

Tudo começou após a empresa DIS, dona dos direitos sobre Neymar quando o mesmo atuava no clube brasileiro Santos, abrir uma denúncia se queixando sobre o valor recebido pelo Barcelona após a transferência do jogador. Segundo a DIS, a empresa deveria ter recebido 40% do passe do jogador, mas a empresa afirma que só recebeu uma parte, cerca de 17,1 milhões de euros por parte do clube catalão. A acusação se classifica como crime de corrupção por se tratar de manipulação de um documento, no caso, do contrato firmado.

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Conforme as investigações na Espanha foram se desenvolvendo, chegou-se a conclusão de que o valor real pago na época por Neymar foi 83 milhões de euros, a quantia chegou a ser confirmada pelo Barcelona e resultou na queda da mesa diretora. Ainda de acordo com as investigações, 40 milhões de euros teriam ido diretamente para a conta do jogador e de sua família por meio de "contratos simulados" na época. Ao aceitar o caso da DIS contra o time europeu, o juíz José De La Mata, justificou que os contratos de 2011, acabou "alterando o mercado de transferências de jogadores".

Na avaliação do magistrado, o até então presidente do Barcelona Sandro Rosell sabia das irregularidades que envolviam o craque brasileiro. O juiz também aponta parte da culpa para a empresa N&N, controlada pelo pai de Neymar e a julga como uma empresa sem "mecanismos ou modelo de organização e controle", responsabilizando também os envolvidos que representavam a instituição.