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Pergunte a qualquer torcedor do Palmeiras qual era o sentimento antes da vitória deste domingo ((6) sobre o Internacional, por 1 a 0. A resposta seria - Não sei não, só vou acreditar quando faltar um ponto para ser campeão - O time fez isso com o torcedor. Torcer para o Palmeiras na última década é ter que conviver com medo de uma derrota inesperada. Mas esse elenco é diferente e o campeonato também.

O jogo deste domingo já tinha ar de nervosismo antes mesmo da bola rolar. Logo pela manhã, o Santos, atual vice-líder, venceu de virada a Ponte Preta, em Campinas, deixando a diferença em três pontos. Com isso a obrigação de vencer o time gaúcho se tornou maior, principalmente para não gerar ainda mais desconfiança e trazer o passado recente à tona.

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Era a hora de mostrar novamente ao mundo, e também ao torcedor mais desconfiado, que a história será diferente. 

Com a bola rolando, o Palmeiras se mostrou um time nervoso, assim como seu torcedor, mas disposto a vencer o jogo de qualquer forma. Não foi uma apresentação de gala (as últimas também não foram), porém a vitória jogando deste jeito é mais especial, faz o mais pessimista deixar de lado o histórico recente e acreditar mais no título. 

E foi assim, aos 17min, uma jogada de Cucabol, apelido dado por um companheiro de jornalismo, que saiu o gol Alviverde. Após escanteio na área, a bola sobrou para Cleiton Xavier. Ele, na risca da pequena área, apenas deu um toque para tirar do goleiro Danilo Fernandes e deixar os desgostos do passado mais longe desta nova história.

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A partir dali, aumentou o sofrimento do torcedor palestrino. Cada erro de passe, ataque do Colorado Gaúcho, era um mini infarto em cada coração verde e branco. 

No final do primeiro tempo, mais uma vez o Cucabol surtiu efeito. Escanteio na área e Vitor Hugo cabeceou para ótima defesa de Danilo Fernandes.

A segunda etapa começou com um susto daqueles que faz o coração parar por segundos e voltar a bater mais forte. Após rebote no meio campo, Anderson carregou por todo campo palmeirense e na grande área chutou por cima do gol de Jailson. Ali foi a única grande chance do time gaúcho. 

Depois disso, nada de jogadas bonitas ou lances perigosos, apenas aos 40 minutos uma grande chance alviverde.

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Jean enfiou para Jesus, que chutou fraco e rasteiro, a bola bateu na trave e quase gerou o segundo mini infarto no torcedor. Os cinco minutos finais pareciam uma partida de 180 minutos. 

Quando o apito final soou, foi o momento de suar pelos olhos e se emocionar. A desconfiança existe, mas começa a desaparecer no choro do torcedor. Choro daquele palestrino que apareceu na transmissão durante a reza dos jogadores no centro do campo e na comemoração de Cuca ao final dela.  Aquele torcedor representou os demais, mesmo não estando no estádio, estavam vendo o time tirar um caminhão de 22 anos da história palmeirense. Faltam quatro jogos, existe a desconfiança, mas o amor por esse clube não deixará o time na mão.