O Ministério Público espanhol pediu, na manhã desta quarta-feira (23), as prisões de Neymar e de seu pai pela acusação de ilegalidades constatadas no processo de transferência do jogador brasileiro ao Barcelona, fato que ocorreu em 2013 e que, desde então, tem gerado idas e vindas das partes envolvidas na Justiça espanhola.

Para fundamentar a solicitação, a Justiça da Espanha usou os relatos feitos pelos responsáveis pela D.I.S.

Esporte e Organização de Eventos LTDA, que é um fundo de investimentos privados no Futebol.

A empresa foi parceira do ex-presidente do Santos, Marcelo Teixeira. Porém, após a saída de Teixeira da presidência do clube, a diretoria que o sucedeu decidiu impetrar processo contra o fundo na tentativa de anular as vendas promovidas na gestão anterior com a justificativa de subvalorização dos contratos.

Entretanto, o Tribunal de Justiça não aceitou as acusações.

Há três anos, a D.I.S. moveu ação na Justiça contra o Santos e Neymar por conta da negociação entre o clube paulista e o Barcelona. Dona de 40% dos direitos econômicos do jogador, a empresa recebeu 6,8 milhões de euros como parte do percentual a que tinha direito mas, depois disso, os valores que concretizaram o negócio subiram assustadoramente em mais de 40 milhões de euros, motivo pelo qual o fundo decidiu processar as partes, uma vez que recebera valores percentualmente bem abaixo do acordado.

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Futebol Neymar

Além das prisões do atleta e de seu pai, o Ministério Público da Espanha reivindica a prisão de Sandro Rosell, ex-presidente do clube espanhol; de Nadine, mãe de Neymar e sócia na empresa N&N, responsável pelo contrato com o Barcelona, e também o pagamento de uma multa equivalente a R$ 40 milhões por parte da família do brasileiro.

Já a D.I.S. pede também a detenção de Odílio Rodrigues, ex-presidente santista, além de indenização por parte do Barcelona.

A ação, que havia sido arquivada, acabou reaberta em setembro e agora, depois que as denúncias foram acatadas pelo juiz José de La Mata, resta apenas definir-se a data para o julgamento da questão.

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