Depois do jogador argentino Lionel Messi, do Barcelona, ser processado pela justiça espanhola por suspeitas de sonegação de impostos, agora é a vez do brasileiro Neymar, também da equipe catalã, que teve pedido de prisão por dois anos feita pelo Ministério Público espanhol, nesta quarta-feira (23), por crime de corrupção.

O atacante da seleção brasileira está sendo processado por uma alegada irregularidade em sua transferência do Santos para o Barcelona, em 2013.

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O pedido dos promotores espanhóis está baseado em uma queixa feita por um fundo de investimentos, que detinha direitos do jogador e que reivindica uma porcentagem maior sobre o valor pelo qual Neymar foi negociado.

A família do atleta também está envolvida na denúncia do MP espanhol. A procuradoria quer que sejam pagos perto de 10 milhões de euros (quase R$ 40 milhões) em multas, além de pedir a detenção do ex-presidente do Barcelona à época da transação, Sandro Roseli.

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Ainda na quarta-feira, o fundo DIS protocolou um pedido na Justiça, em que pede a prisão de Neymar, de seu pai, do ex-presidente do Santos, Odilio Rodrigues, e do espanhol Roseli. Os advogados do fundo alegam que o jogador e sua família agiram de maneira corrupta no caso. Eles também pedem uma indenização do Barcelona.

Segundo Roberto Moreno, diretor da DIS, o Barcelona e o jogador burlaram normas da Fifa, alterando a livre competição no mercado de transferências de atletas.

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Futebol Neymar

“Devemos nos perguntar que tipo de esportista é capaz de assinar contratos simulados, traindo quem investiu nele. São esses tipos de valores do Barcelona? O que pensam os patrocinadores do Barcelona e do jogador?”, questionou o empresário. “Não podemos consentir que Neymar seja exemplo para nossos filhos", finalizou Moreno.

A ação movida contra Neymar havia sido arquivada na Justiça espanhola, mas foi reaberta em setembro, com a denúncia sendo aceita pelo juiz José de La Mata, da Audiência Nacional. Não há, entretanto, data para que o julgamento do processo ocorra.

Para entender o caso

A ida do jogador Neymar para o Barcelona foi um dos mais explorados capítulos da imprensa esportiva em boa parte do mundo. No negócio, oficialmente declarado em 17,1 milhões de euros, a DIS ficaria com 40% dos direitos do jogador, o Santos, com 55%.

A família de Neymar é acusada de omitir o valor verdadeiro da transação do atleta para o time espanhol, ocorrida em 2013. Oficialmente, a venda foi firmada em 17,1 milhões de euros.

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A DIS detinha 40% dos direitos do craque. O Santos possuía 55%, e Teísa, outro fundo de investimentos, possuía 5%.

De forma paralela ao contrato de transferência, a diretoria do Barcelona pagou 40 milhões de euros diretamente à família de Neymar, por meio da empresa N&N, que o jogador mantém com o pai.

Para o DIS, esse valor deveria ser dividido entre todas as partes já que, no entendimento do fundo, fazia parte da negociação entre os dois clubes e os detentores dos direitos de Neymar.

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Já os promotores sustentam que a negociação antecipada com o Barcelona e a N&N transgrediu normas de transferências de jogadores regulamentadas pela Fifa.

O primeiro juiz a analisar a denúncia entendeu que existiam violações contratuais, mas que não configuravam crimes. Os advogados do fundo DIS apelaram, alegando corrupção e estelionato. Na apelação ao tribunal espanhol apresentam provas de que Neymar e seu pai receberam 10 milhões de euros em 2011 e mais 30 milhões dois anos depois, praticando crime contra a concorrência.

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