1994 foi o ano do tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira. Foi o ano do lançamento do Plano Real. Foi o ano que o Brasil perdeu Ayrton Senna e ficou sem poder comemorar um possível outro tetra. Mas uma torcida comemorou em dezembro seu quarto título nacional e ainda em cima do maior rival. 1994 foi o ano em que o Palmeiras sagrou-se campeão brasileiro pela última vez. Relembre como foi aquela conquista.

Sem a pressão da fila de títulos que o atormentava até a temporada passada, o Palmeiras seguia sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, manteve a base vencedora e ainda trouxe Rivaldo, que no primeiro semestre ainda jogava pelo Corinthians.

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O Campeonato daquele ano teve uma das fórmulas de disputa mais bizarras e confusas que se tem história, com direito a grupos, mais grupos, repescagem e mata-mata com time que veio da repescagem podendo ser campeão.

Aquele foi o último torneio em que a vitória valia 2 pontos.

Na primeira fase, os 24 participantes eram divididos em quatro grupos de 6, onde jogariam entre si em turno e returno, com os quatro melhores de cada avançando para a segunda fase e os dois últimos indo para uma repescagem.

Pois bem, na segunda fase os 16 times formaram dois novos grupos de 8. Primeiro eles jogariam entre si dentro do próprio grupo. O primeiro colocado ao final do turno já garantira vaga no mata-mata. Depois, os times jogariam contra os do outro grupo, também em turno único e novamente o vencedor de cada um deles estaria classificado. Enquanto isso, a turma da repescagem jogava entre si em tuno e returno, de onde saíram dois times classificados e dois rebaixados. Completaria os oito que jogariam as quartas de finais os times de melhor campanha, dentre os que não estavam garantidos.

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Fazendo parte do grupo D, o Palmeiras sobrou diante de seis adversários. Foram 9 vitórias e apenas 1 empate, sendo o único invicto da competição. Na segunda fase, o Verdão, que foi para o grupo F, manteve o embalo e garantiu classificação com 1 ponto a frente do Sport. Na outra chave, o Corinthians fez a mesma pontuação que o Guarani, mas se classificou pelo número de vitórias.

Já garantidos, os dois times tiraram o pé no segundo turno, tanto que o Palmeiras foi o penúltimo e o Corinthians o último colocado de suas respectivas chaves. Botafogo e Guarani avançaram, enquanto que São Paulo e Bahia tiveram o melhor índice técnico e também se classificaram. Da repescagem vieram Atlético MG e Bragantino.

O mau desempenho na terceira parte do campeonato fez com que o Palmeiras tivesse apenas a quarta melhor campanha. Seu adversário nas quartas de finais foi o Bahia e a classificação veio de forma tranquila, com duas vitórias por 2 a 1. Nas semifinais o desafio foi contra o Guarani, time de melhor campanha, mas desfalcado de Amoroso, que havia se machucado.

Duas novas vitórias, por 3 a 1 e 2 a 1 levaram o Verdão a decidir o título contra o maior rival. E ele veio após vitória por 3 a 1 no jogo de ida e um empate em 1 a 1 na volta.

Na partida derradeira, o técnico Vanderlei Luxemburgo escalou Velloso; Cláudio, Antônio Carlos, Cléber e Wagner; César Sampaio, Flávio Conceição (Amaral) e Mazinho; Edmundo (Tonhão), Evair e Rivaldo.

Veja a campanha das duas primeiras fases

1ª fase – grupo D

Palmeiras 4 x 1 Paraná

Náutico 1 x 3 Palmeiras

Internacional 0 x 2 Palmeiras

Palmeiras 5 x 1 União São João

Palmeiras 1 x 0 Fluminense

União São João 0 x 1 Palmeiras

Fluminense 1 x 1 Palmeiras

Palmeiras 1 x 0 Internacional

Palmeiras 4 x 1 Náutico

Paraná 2 x 4 Palmeiras

2ª fase – 1º turno

Palmeiras 1 x 0 Sport

Palmeiras 1 x 0 Paraná

Flamengo 2 x 0 Palmeiras

Bahia 1 x 1 Palmeiras

Palmeiras 2 x 0 Santos

Palmeiras 1 x 0 Botafogo

São Paulo 2 x 2 Palmeiras

2ª fase – 2º turno

Palmeiras 0 x 1 Guarani

Fluminense 4 x 1 Palmeiras

Grêmio 1 x 1 Palmeiras

Palmeiras 4 x 1 Corinthians

Portuguesa 3 x 1 Palmeiras

Palmeiras 3 x 0 Vasco

Palmeiras 1 x 1 Internacional

Paysandu 1 x 0 Palmeiras