Tumiri, comissário do avião da Chapecoense, que conseguiu sobreviver ao Acidente, deu a sua primeira entrevista em público, relatando detalhadamente como foram os últimos minutos antes do desastre. Tal como informa o jornal “Correio da Manhã”, ao contrário do que tinha sido informado, Tumiri nunca disse a ninguém que se preparou para o impacto, pois todos acabaram sendo enganados quando o piloto apenas disse para apertarem seus cintos pois estariam aterrizando.

“O avião começou vibrando e eu pensei que fosse uma vibração de uma aterrizagem normal. Apenas ouvi uns ruídos e não me lembro de mais nada”, relatou o boliviano de vinte e cinco anos.

Depois de ter sido confirmado pelas autoridades colombianas a queda trágica do avião que transportava grande parte do time da Chapecoense, além de um grande grupo de jornalistas, muitos rumores e falsas informações foram divulgadas pelos órgãos de comunicação, tal como acontece normalmente em tragédias com a dimensão desta.

Foi precisamente isso que aconteceu em uma suposta entrevista que Tumiri tinha dado poucos dias após o acidente, que garantia que ele seguiu todos os procedimentos para conseguir sobreviver, ao contrário do que aconteceu com os restantes passageiros que estavam em pânico e fora dos seus lugares. Em uma longa entrevista, como garante o jornal “Correio da Manhã”, o jovem comissário, que pretende ser piloto de aviação comercial, apesar do acidente, garantiu que tudo não passou de uma mentira e que a verdade é que ninguém foi avisado que haveria o risco do avião cair.

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“Estava conversando com o técnico, que me estava ensinando português, quando ouvimos “apertem os cintos porque vamos aterrizar”, revelou o boliviano, demonstrando que todo o mundo, talvez para precisamente não entrar em pânico, acabou sendo enganado pelo piloto. Pouco tempo depois dessa ordem, Tumiri apenas se lembra dos ruídos, semelhantes a uma aterrizagem normal, e de se levantar do chão, acabando por ajudar uma colega de profissão que estava a poucos metros de si e falava com ele.

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