Há exatos 25 anos, no dia 8 de dezembro de 1991, Corinthians e São Paulo faziam o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista. Com um estádio do Morumbi dividido entre alvinegros e tricolores, totalizando 104 mil pessoas, quem brilhou foi o camisa 10, Raí, que marcou os três gols da vitória do São Paulo por 3 a 0, que deixou o time bem perto da conquista, a quarta consecutiva em anos ímpares. Há quem diga que naquela temporada, o time de Telê Santana havia jogado a segunda divisão estadual.

Naquela tarde, metade do time do São Paulo que foi a campo seria tetracampeão mundial. A equipe foi escalada com Zetti; Cafu, Adílson (Sérgio Baresi), Ronaldão e Nelsinho; Sídnei, Suélio (Rinaldo) e Raí; Müller, Macedo e Elivélton. O Corinthians alinhou com Ronaldo, Giba, Marcelo, Guinei e Jacenir; Márcio (Tupãzinho), Wilson Mano e Ezequiel; Marcelinho Paulista, Dinei e Paulo Sérgio.

O primeiro gol da partida não demorou a sair.

Logo aos 16 minutos, Macedo tocou para Raí no meio de campo. O irmão do Dr. Sócrates avançou em velocidade e arriscou de fora da área, acertando o ângulo do goleiro Ronaldo.

Aos 15 minutos dos segundo tempo, Macedo voltou a ter participação decisiva na partida. O jogador recebeu passe de Müller, invadiu a área e foi derrubado por Ronaldo. Raí se apresentou para a cobrança e chutou forte no canto direito do goleiro corintiano, que foi na direção da bola, mas não conseguiu alcançar.

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Corinthians São Paulo FC

A vitória foi sacramentada pouco depois, quando pós cobrança de escanteio de Elivélton, Raí subiu mais que todo mundo para cabecear firme e definir o placar em 3 a 0. Na semana seguinte o empate sem gols garantiu o título estadual ao Tricolor.

Em 98 Raí voltou a aparecer

Sete anos mais tarde, Raí voltou a atormentar os corintianos em uma decisão de Campeonato Paulista. Recém-chegado da França, o jogador foi inscrito apenas para o segundo jogo da decisão contra os alvinegros.

O jogador, que na partida atuou com a camisa 30, marcou dois gols e ajudou o São Paulo a vencer por 3 a 1, placar suficiente para reverter a derrota por 2 a 1 no jogo de ida e impedir que o rival conquistasse o bicampeonato de forma invicta.

Dida exorciza fantasma

A redenção corintiana só viria nas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1999. No primeiro jogo, de três possíveis, o goleiro Dida defendeu duas penalidades batidas por Raí e ajudou o alvinegro a carimbar seu passaporte para a grande final.

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