Craque, maior goleiro artilheiro do mundo, ídolo que se transformou em Mito da torcida, Rogério Ceni foi apresentado hoje, 08-12-2016, como o novo técnico do São Paulo. Como em seus melhores dias, o goleiro que mais vestiu a camisa do São Paulo encontrou a sala de imprensa lotada para sua entrevista.

Como em sua época de goleiro e capitão do time, enfrentou com tranquilidade a saraivada de perguntas com muita firmeza e serenidade.

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Ceni contou que desde que parou de jogar, tirou seis meses para assistir à Libertadores e ter tempo para sua família. Depois, resolveu fazer um giro pela Europa, incluindo um curso de 128 horas-aula para formação de técnico.

- Na verdade, explicou, o curso é mais duradouro, mas apareceu essa oportunidade de dirigir o São Paulo e eu não poderia deixar passar.

Experiência

Em entrevista, ao vivo, ao programa Globo Esporte o goleirão disse:

- Foi um ano de muito aprendizado, pude estar no Liverpool, no Chelsea, no Southampton, no West Ham...

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Depois, por último tive uma semana proveitosa com o Sampaoli, no Sevilla. Essas experiências foram importantes.

Uma dessas experiências foi resumida por Rogério Ceni:

- Todo jogador de futebol tem conhecimento o bastante para escalar o time e colocá-lo em campo. Mas eu fui à procura de algo mais do que isso. Estou trazendo duas pessoas muito importantes que me ajudarem em muitas mudanças aqui no São Paulo.

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Essas duas pessoas são: Michael Beale, que comandava o time sub 20 do Liverpool, e o Francês Charles Hembert, profissional ligado à logística e que já trabalhou com a Seleção Brasileira.

- Conheci o Michael no local de trabalho dele, a base do Liverpool. É um trabalho espetacular. O Charles me acompanhou na Inglaterra. Nossas ideias batem. Os trabalhos serão setorizados: eu posso trabalhar com uma parte do elenco e eles tocarão a outra parte.

Maluco

Provocado pelo repórter do programa Globo Esporte que lhe perguntou se ele trabalharia em outro time como Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Rogério foi direto:

- Eu sempre me vi trabalhando no São Paulo. Foram 26 anos aqui. Sinceramente, não me vejo trabalhando em alguns desses times. E digo isso com todo respeito. Na verdade, acho até que o presidente de um desses times iria ficar meio sem jeito de me convidar.

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Ceni terminou a entrevista bem humorado:

- Um cara que na mesma geração é goleiro e técnico de futebol deve ser meio maluco.

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