O lateral-esquerdo Alan Ruschel, um dos seis sobreviventes do acidente aéreo na Colômbia que matou 71 pessoas entre jogadores, comissão técnica e dirigentes da Chapecoense, além de jornalistas e tripulantes, fez um apelo nesta quinta-feira, um mês após o trágico episódio. Revelando desejo de estar no vestiário da equipe quando as atividades forem iniciadas para a temporada 2017 (o primeiro jogo deverá ser um amistoso contra o Palmeiras), o atleta pede que os falecidos e os feridos sejam honrados dentro de campo.

“Que eles joguem por todos que se foram e pela gente. Eu, o Neto e o Follmann queríamos estar ali (na volta do time). O pessoal que se foi também queria. Então, que eles joguem por todos nós”, afirmou em entrevista ao SporTV.

Com contrato de empréstimo até maio de 2017 com o clube do Oeste de Santa Catarina, Alan Ruschel renovou até o fim de 2018 com o Internacional, clube com qual tem vinculado seus direitos federativos, mas já manifestou o desejo aos dirigentes colorados de que quer voltar a vestir a camisa da Chapecoense, e por mais tempo.

A expectativa, e o desejo do jogador, é de que ele retorne aos gramados em seis meses.

Por enquanto, Alan Ruschel se recupera do Acidente em Tramandaí, no litoral do Rio Grande do Sul. Na rotina, muita fisioterapia e paciência para conseguir retomar o futebol.

“Fisicamente estou melhorando. Estou vivendo um dia de cada vez, com paciência, e espero poder voltar o mais rápido possível e bem”, disse o jogador.

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Polícia

Em meio ao tratamento, Alan Ruschel não consegue tirar da mente a tragédia, nem os amigos que morreram no voo que se dirigia para Medellín para a disputa da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. A investigação na Colômbia apontou sobrepeso da aeronave e falta de combustível como as causas da queda.

“Não tem como apagar o que aconteceu, infelizmente a gente vai ficar marcado por essa história triste, mas vou levar o que foi deixado antes da tragédia, um clube feliz, um grupo bem alegre, que estava fazendo história”, declarou.

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