Segundo Douglas Machado, especialista em investigações de acidentes aéreos, entrevistado pela “Folha de São Paulo”, uma escala no Aeroporto de Bogotá poderia ter evitado o acidente no voo da Chapecoense que causou a morte de 75 pessoas, na Colômbia. A empresa LaMia, responsável pelo trágico voo que levava a Chapecoense para Medellín, teria um custo extra de aproximadamente R$ 10 mil se optasse por realizar uma escala no Aeroporto de Bogotá para realizar um abastecimento.

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A queda do avião ocorreu a cerca de 30 quilômetros de Medellín, onde a Chapecoense enfrentaria o Atlético Nacional no primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana.

A companhia aérea levava o clube da cidade Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia para a cidade de Medellín, na Colômbia. O avião não tinha combustível reserva para voar por mais tempo ou chegar a outro aeroporto. No plano de voo, estava prevista a possibilidade de o avião parar para abastecer em Cobija (norte da Bolívia) ou Bogotá (Colômbia).

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Mas, o piloto decidiu seguir a rota sem interrupções.

Segundo Bruno Fernando Gómez, filho do copiloto, que faleceu no acidente, a empresa aérea desistiu de parar para reabastecer na cidade de Cobija, por causa do atraso que houve no voo comercial que transportou o time da cidade de São Paulo para Santa Cruz de La Sierra. Por causa do atraso, a parada no Aeroporto de Cobija não seria possível, pois este aeroporto não funciona durante a noite.

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Entretanto, conforme estimativa do coronel Douglas Machado, o piloto poderia ter considerado realizar o reabastecimento no Aeroporto de Bogotá, que fica 300km ao sul de Medellín. Essa parada atrasaria a chegada da Chapecoense ao seu destino final em apenas uma hora.

O boliviano Miguel Quiroga era piloto do avião e também era um dos proprietários da companhia aérea. Em entrevista à Folha, Machado disse o piloto assumiu um risco desnecessário ao optar por chegar mais rápido ao destino.

Provavelmente o piloto queria evitar atrasos na tentativa de agradar o time de Futebol.

Alguns pilotos brasileiros que também foram ouvidos pela Folha criticaram o fato do comodante ser um dos proprietários da empresa LaMia. Segundo os pilotos isso pode ter gerado um conflito de interesses entre a segurança e os custos extras da empresa.

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